Economia e Negócios

Bovespa sobe 8,36% em dia de otimismo nos mercados

Bolsa paulista operou no azul durante todo o dia. As principais bolsas mundiais também tiveram valorização.




Do G1

Em um dia de calma pouco usual nos mercados nas últimas semanas, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o pregão desta segunda-feira (20) com forte alta. Acompanhando o movimento das bolsas externas, o Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, teve valorização de 8,36%, a 39.441 pontos – atingindo o maior nível desde a última terça-feira, quando fechou a 41.569 pontos.

Com o resultado desta segunda, as perdas do Ibovespa desde o início do ano se reduziram para 38,26% – na sexta-feira, as perdas chegavam a 43%.

Durante todo o pregão, a bolsa operou com valorização. À tarde, a alta tomou ainda mais força, acompanhando os indicadores de Nova York, que também sobem. Também contribuiu para a alta do Ibovespa a disputa entre comprados e vendidos pelos contratos de opções sobre ações, cujo prazo de exercício venceu nesta segunda-feira.

O volume financeiro negociado no dia foi de R$ 5,1 bilhões. As ações da incorporadora Gafisa foram destaque no pregão, com valorização de 17,21%. As ações da Cosan também tiveram forte alta, de 13,90%. Petrobras e Vale, que têm os maiores pesos sobre o Ibovespa, também subiram forte: as ações da petrolífera, beneficiadas pela alta da commodity se valorizaram em mais de 10%; já as da mineradora subiram mais de 12%.

Com o mercado em clima de forte otimismo, poucas ações registraram baixa: a maior queda, de apenas 0,46%, foi verificada pelas ações da Telemar. As ações da Gol caíram 0,10%.

Influências

Os investidores se mostraram mais confiantes depois que o presidente americano, George W. Bush, anunciou no fim de semana que os principais líderes do mundo pretendem se reunir até o fim do ano para debater a reforma do sistema financeiro mundial.

Os anúncios de novos planos de combate à crise também influem nas cotações. O governo sul-coreano anunciou que vai injetar US$ 30 bilhões em bancos comerciais, além de garantir US$ 100 bilhões em empréstimos externos das instituições.

Já o governo da Suécia apresentou nesta segunda-feira um plano de 1,5 trilhão de coroas (US$ 206 bilhões de dólares) para ajudar o sistema financeiro do país, em caso de pressões maiores provocadas pelas contrações mundiais de crédito.


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