Economia e Negócios

Baixa atinge 3,1 mil empregos

Dados mostram que mercado de trabalho, fechou fevereiro com saldo negativo de 3,137 mil empregos, ou seja, uma variação de 0,89%.



Kleide Teixeira
Kleide Teixeira
Conforme o Dieese, até maio, período da entressafra da cana-de-açúcar, números do setor agropecuário seguirão negativos

Os setores da agropecuária e da indústria da transformação puxaram o saldo negativo do emprego na Paraíba em fevereiro deste ano. Devido à entressafra sucroalcooleira, os dois setores juntos fecharam 3,901 mil postos de trabalho no Estado.

Levantamento mensal feito pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego registrou em fevereiro contratações de 11,446 mil funcionários contra 14,583 mil demitidos, resultando um saldo negativo de 3,137 mil empregos, uma variação negativa de 0,89% no estoque de mercado de trabalho paraibano.

No acumulado do primeiro bimestre deste ano, a Paraíba acumula a perda de 2,823 mil postos de trabalho. Contudo, no ano passado, o saldo negativo do primeiro bimestre do ano passado foi bem maior (4,525 mil).

Segundo a análise do supervisor do Departamento Intersindical Estudo Socioeconômico da Paraíba (Dieese-PB), Renato Silva, esta variação do emprego no mercado paraibano nesse período é sazonal. Ele destacou que o encolhimento foi provocado pela agropecuária e pela indústria de transformação, cujo número de demissões foi o mais alto, com 3,543 mil demitidos, uma variação de -2,31%.

Do início do ano até o mês de maio, período da entressafra da cana-de-açúcar, os números do setor agropecuário seguirão negativos, segundo o representante do Dieese. "Só a partir de junho, com retomada da atividade sucroalcooleira, é que poderemos ver uma retomada da taxa de emprego", assevera Renato Silva.

O setor da construção civil também sofreu com a diminuição nas vagas em fevereiro, perdendo 208 postos de trabalho com carteira assinada. De acordo com Renato Silva, os setores de comércio (336) e serviços (588) foram responsáveis por evitar uma redução ainda mais alta no número de oportunidades de trabalho na Paraíba, em fevereiro de 2012.

NORDESTE TEM QUEDA
Na Região Nordeste, o saldo de emprego foi negativo (-9,6 mil postos), variação negativa de 0,16%
Dos nove estados da Região, seis tiveram saldo negativo. Os estados que concentram produção sucroalcooleira lideram a baixa: Pernambuco (3,8 mil); Alagoas (-3,162 mil) e Paraíba (3,137 mil) tiveram os piores desempenhos. Já Ceará (3,667 mil) e Sergipe (1,284 mil) tiveram os melhores saldos.

BRASIL TEM PIOR SALDO
O Brasil registrou a criação de 150,6 mil vagas com carteira assinada em fevereiro, segundo os dados do Caged. A comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram criadas 347,070 mil vagas, mostra uma redução de 56,6% no número de vagas criadas. Este é o pior resultado para o mês do ano desde 2009, quando foram gerados apenas 47.807 postos de trabalho.

Em janeiro, o número de vagas criadas foi de 118.895, o que também representou o pior resultado para o mês desde 2009, quando foram fechados 101.748 postos de trabalho.

No acumulado do ano, segundo o relatório do Caged, o crescimento do emprego ficou em 0,78% (293,9 mil postos).


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