Cultura

Uma nova conexão

Coisas Invisíveis é a segunda peça do repertório da Cia. Clara, que estreou em 2002 com Todas as Belezas do Mundo.




Nem bem concluíram a temporada em que comemoram seus dez anos, mês passado, em Belo Horizonte (MG), a Cia. Clara já caiu na estrada.

O destino? João Pessoa, praticamente uma segunda casa para os mineiros que, há dois anos, participaram junto com o Grupo Piollin do ‘Conexão Clara-Piollin’, projeto então beneficiado com o Prêmio Myriam Muniz da Fundação Nacional de Arte (Funarte).

Coisas Invisíveis, espetáculo que apresentam hoje e amanhã, a partir das 20h, no Centro Cultural Piollin, integra o projeto mensal da casa que, no sábado e no domingo, no mesmo horário, abre suas portas para o Ser Tão Teatro apresentar Flor de Macambira. Os ingressos para as quatro sessões custam R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).

Segundo o curador do evento, o ator Nanego Lira, o projeto volta no próximo ano e, até março, prevê reunir 50 artistas de diferentes regiões brasileiras e 16 grupos convidados. Em três meses de duração, a ação já articulou o intercâmbio entre seis grupos.

Coisas Invisíveis é a segunda peça do repertório da Cia. Clara, que estreou em 2002 com Todas as Belezas do Mundo. O texto foi escrito especialmente para a companhia pelo dramaturgo Gustavo Naves Franco e retorna na íntegra, sem nenhuma alteração, em nova montagem do diretor Anderson Aníbal.

Este é o terceiro espetáculo da Cia. Clara que o diretor repagina: os outros dois foram Cinema e Vilarejo do Peixe Vermelho (que a capital paraibana recebeu no ano passado). Ao todo, Aníbal já comandou seis peças do repertório da Clara.

Apesar de o texto permanecer intacto, todo o elenco foi reestruturado: interpretando os quatro jovens que, no palco, atravessam ritos de passagem para a idade adulta, estão Camile Gracian e Falipe Ávlis (vindos de uma oficina que o grupo ministrou no interior de Minas Gerais) e Carol Oliveira e Leonardo Fernandes, apontado como um dos mais novos talentos da dramaturgia mineira. Do elenco anterior, formado por Grace Passô, Marcelo Castro e Henrique Cruz, só Ana Vida (que também assina a produção) reaparece.


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