Cultura

Totonho lança novo CD com show no Centro Cultural Piollin

Para o músico, o disco é profundamente paraibano, tanto que ele se cercou somente de artistas da terra.




Disco que enfileira oito cocos aditivados com bases eletrônicas formam o terceiro disco do cantor e compositor Carlos Antônio Bezerra da Silva, o Totonho. Coco Ostentação (independente), é o primeiro de Totonho e Os Cabra desde Sabotador de Satélites (2006) e vem recheado com crônicas ambientadas em João Pessoa.

Na companhia de Guirraiz, Nildo Gonzalez, Chico Limeira e Gabriel Araújo, ele lança o disco hoje no Centro Cultural Piollin, em João Pessoa. A abertura fica por conta do pernambucano Bonsucesso Samba Clube, que também lança disco novo, Coração da Boca Sai (independente). A festa começa às 22h e os ingressos custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).

O CD de oito faixas marca o reencontro de Totonho com a Paraíba – o músico passou boa parte dos últimos anos no Rio. Canções como ‘Mané Bolim’, ‘Rosa da Matinha’ e ‘O coco vai começar’ trazem referências à Ladeira da Borborema ou ao bairro da Torre, residência do artista em João Pessoa. "As anedotas de coco vêm do seu lugar, e eu me ative a este lugar aqui, que é muito importante para a cidade, culturalmente, mas que está se transformando em uma mera passagem para a praia", comenta Totonho, a respeito do bairro.

Para o músico, o disco é profundamente paraibano, tanto que ele se cercou somente de artistas da terra – há parcerias com Seu Pereira (‘Coco ostentação’) e Alex Madureira (‘Safadezinha’) e participações de músicos d’Os Gonzagas (‘Rosa da matinha’), Escurinho (‘Caiu uma bomba atômica’) e o citado Pereira (‘Quero ver cancão piar’).

Coco Ostentação começou a ganhar vida quando Totonho encontrou Renato Oliveira, produtor que gravou as ‘demos’ com que paraibanos como Lucy Alves e Dois Africanos foram selecionados para o The Voice Brasil e Superstar.

Totonho viu que uns cocos que havia apresentado ano passado, ao lado de Seu Pereira, davam um caldo. Com o pensamento de que tradição é o que segue, não que o fica trancafiado – como o músico costuma falar – às quatro mãos, juntaram-se mais duas: a de Guirraiz, responsável pelas bases eletrônicas e efeitos das canções.

As rimas nasceram das improvisações do palco e foram para o estúdio. “Eu não escrevo nada, não gravo nada. Eu só penso. Eu vou editando no juízo, tirando uma palavra, botando outra’.


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