Cultura

Produções paraibanas participam de Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo

Os filmes foram selecionados entre mais de 700 inscritos e serão exibidos no festival.




Cinema

Foto: Rizemberg Felipe

Duas produções paraibanas integram a programação do 29º Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo. São os curtas-metragens “A Roda das Gerações do Coco” e “Caetana”. O evento começa nesta quinta-feira (23) e segue até o dia 2 de setembro, exibindo gratuitamente 323 filmes de 53 países em seis salas de cinema. Os curtas paraibanos foram selecionados entre 711 inscritos nesta categoria. A programação completa do evento está disponível online.

“Caetana” é um olhar construído a partir de gestos e ações de um rito social. Do ponto de vista do centro, as bordas são observadas em seus pequenos atos pulsantes e vai ser exibida na Mostra Brasil. Já no programa Oficinas de Realização Audiovisual, o estado é representado por “A roda das gerações do coco”, de Felipe Leal Barquete, Ana Bárbara Ramos da Silva e Manoel Cosmo. O curta aborda o encontro das crianças do grupo Clamores Antigos com os mais velhos integrantes do coco de roda Novo Quilombo, da comunidade quilombola Gurugi-Ipiranga.

Festival de Curtas

Dirigido por Zita Carvalhosa e organizado pela Associação Cultural Kinoforum, o Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo chega à sua 29ª edição com o tema “Em Busca do Tempo de Agora”, destacando filmes pautados em questões do presente, no Brasil e no mundo: deslocamentos humanos, comunicação digital, política, identidade, negritude, feminismo, memória e sexualidade.

A programação é dividida em três partes. As mostras principais Internacional, Latino-Americana e Programas Brasileiros revelam um panorama do cinema atual. Na seleção estão curtas como “Essas Criaturas Todas”, de Charles Williams, da Austrália, que recebeu a Palma de Ouro em Cannes; “Três centímetros”, de Lara Zeidan, do Reino Unido, vencedor do Teddy Bear em Berlim; “Negra Sou”, de Laura Bermúdez, primeiro filme de Honduras a participar do Festival; e o brasileiro “O Órfão”, de Carolina Markowicz, que é inspirado em fatos reais e conta a história de Jonathas, que é adotado, mas é devolvido logo depois, por ser diferente dos outros garotos, tendo conquistado o Queer Palm, prêmio para filmes com temática LGBT.

Os Programas Especiais têm atrações já tradicionais do festival, como a Mostra Infantojuvenil e a Quinzena dos Realizadores, além de novidades a cada edição. Entre elas estão “70 Anos da Declaração dos Direitos Humanos”, que celebra a carta transformadora da sociedade mundial com 12 curtas brasileiros de diversas épocas; “A Juventude de Herzog e Wenders”, com os primeiros filmes realizados pelos dois diretores alemães; e “Cavideo: 21 anos em 21 curtas”, que relembra a trajetória da produtora, distribuidora e uma das últimas locadoras de vídeo no país, comandada por Cavi Borges.

Nas Atividades Paralelas estão debates e workshops, como o Curta & Mercado – Encontro de Profissionais sobre a Comercialização de Conteúdos Audiovisuais de Curta Duração; e os Kinoforum Labs, laboratórios para projetos audiovisuais, com profissionais atuantes no mercado, como a diretora Juliana Rojas, a produtora Debora Osborn, o diretor Jeferson De e a produtora e consultora francesa Dominique Welinski.


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