Cultura

No show do U2 em SP, Bono Vox homenageia vítimas de Realengo

As luzes do estádio foram apagadas e, no telão, surgiram os nomes das 12 crianças mortas. ‘É uma violência indiscriminada’, disse o vocalista.



Reprodução/Rede Globo
Reprodução/Rede Globo
Bono Vox durante homenagem para as vítimas de Realengo

Do G1

Os shows da banda irlandesa U2 durante o fim de semana em São Paulo foram cheios momentos emocionantes – até do lado de fora. A banda sempre se preocupa em divulgar mensagens durante seus shows.

Assista ao vídeo do show

Na primeira vez em que esteve no Brasil, há cerca de cinco anos, o U2 pregou a tolerância religiosa. Dessa vez, o pedido era pelo fim da violência. Bono, o líder da banda, falou com a equipe de reportagem do Bom Dia Brasil com exclusividade. O fim de semana fez disparar o coração dos fãs.

Os portões do Morumbi foram abertos às 15h, uma hora antes do previsto. No início da noite, veio a chuva. "A expectativa é grande, não tem problema, a chuva não vai estragar nada”, conta o jornalista Rafael Ruas.

Dentro do estádio, estavam mais de 80 mil fãs, que ajudaram a banda a bater um recorde. Com o show de domingo, em São Paulo, a turnê “360°” superou os Rolling Stones, passando a ter a maior bilheteria de todos os tempos, com mais de US$ 558 milhões arrecadados.

“É uma coisa maravilhosa. O que faz da gente um verdadeiro artista é a performance ao vivo. Além do que, é um prazer superar os Rolling Stones. Vou ligar para o Mick Jagger e dizer: ‘Olá!’ Eles abriram o caminho. Estamos levando isso a outro nível”, disse Bono Vox, líder e vocalista da banda U2, em entrevista exclusiva.

Ele também fez elogios ao nosso país. “O Brasil sempre foi conhecido pelo futebol e pelo carnaval. Agora, conhecemos o Brasil, que é um gigante econômico, um país inovador”, conta.

O palco do show, com 50 metros altura, mais parece uma nave espacial. É o maior já projetado para um espetáculo. Só a estrutura do palco dessa nova turnê do U2 pesa 280 toneladas.
Nele o U2 levou os fãs ao delírio. Durante a apresentação, imagens e efeitos tomam conta de um impressionante telão circular.

Enquanto o U2 faz a alegria de uma multidão de fãs do lado de dentro, do lado de fora uma turma já está acampada para o show de quarta-feira (13). Fãs estão garantindo lugar. “Estamos aqui garantindo lugar para chegar lá dentro, ficar de cara para o Bono e aproveitar o show. É a realização de um sonho”, diz o auxiliar técnico Cristian Jeuzur.

O show de sábado (9) teve um momento emocionante. Bono lembrou as vítimas do massacre da escola de Realengo, no Rio de Janeiro. Ele pediu que todos acendessem isqueiros e celulares. As luzes do estádio foram apagadas e, no telão circular, surgiram os nomes das 12 crianças mortas.

“É uma violência indiscriminada, de partir o coração. Se você tem crianças, você pensa sobre isso. Tentamos explicar o inexplicável e o inaceitável”, disse Bono sobre a tragédia.

Depois de mais de duas horas de show, os fãs deixaram o estádio extasiados. “Foi o melhor show do U2”, comentou uma jovem. “Nós amamos o Brasil”, diz o cantor.


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