Cultura

Mortes de mocinhos e reforço do elenco gay marcam 3ª temporada de ‘Stranger Things’

Jâmarrí Nogueira comenta sobre série americana da Netflix (contém spoiller).




‘Stranger Things’ chega a terceira temporada com amadurecimento dos personagens. Foto: divulgação

Quem nasceu entre o fim da década de 1960 e começo da década de 1970 tem motivos de sobra para curtir e acompanhar as temporadas de ‘Stranger Things’. É uma série americana que mistura drama, suspense e ficção científica (na plataforma de streaming Netflix). Tudo carregado de características oitentistas, dos referenciais históricos às citações do mundo pop (destaque para o cinema e para a música). A terceira temporada da série já está disponível, sendo marcada pela morte de três personagens, reforço do elenco gay e pela otimização dos efeitos especiais. Também tem maior nível de violência e ação.

O quarteto principal está mais maduro. Mike, Will, Lucas e Dustin cresceram… Os problemas também cresceram na pequena e pacata cidade de Hawkins. Bicicletas e jogos de tabuleiro são quase abolidos. Casais são formados e consolidados: Mike e Eleven (que agora se chama Jane Hopper), Max e Lucas, Joyce e Jim Hopper. Dustin volta do acampamento de férias completamente apaixonado… E por falar em Dustin, é estranho eu ele tenha ganho dentes ao fim da segunda temporada e que, agora, reapareça sem os dentes novamente…

É uma terceira temporada que nos faz perdoar a mesmice da segunda, mas ainda está aquém da primeira. Os irmãos Duffer – criadores da série – capricharam nos novos cenários, mistérios e personagens! A irmã de Lucas (Erica) é um dos destaques dessa temporada e a namorada de Dustin só aparece no último episódio (mas é uma aparição e tanto!!!). Relevância também ganham os irmãos Billy e Max. O mesmo acontece com Robin, a jovem que trabalha ao lado de Steve em uma sorveteria.

 

 

Terceira temporada tem muitas (!!!) mortes. Maior parte delas está relacionada ao devorador de Mentes, que cresce e ganha força a partir da morte de suas vítimas (mistério desvendado por Nancy e Jonathan, que agora trabalham no jornal da cidade). E o Devorador cresce mesmo…!!!  Tudo isso com efeitos especiais bem mais interessantes que nas temporadas anteriores. Três das mortes têm maior grau de importância e uma delas aponta para as aventuras da próxima temporada, reforçando a ‘guerra fria’ entre americanos e russos. É a morte de um dos mocinhos (que pode não ter morrido e sim ter se tornado um prisioneiro dos soviéticos)…

Além das três mortes, temporada também é marcada pelo reforço do elenco gay. Will não estará mais sozinho… Novos laços de amizade são apresentados. Antes inimigas, Eleven e Max se tornam ‘best friends’ (o que – por alguns episódios – faz o romance entre Eleven e Mike acabar, motivo de alegria para o ciumento pai Hopper). Por falar em romance, as birras entre Joyce e Hopper tornam-se chatas e repetitivas nesta temporada. David Harbour e Winona Ryder não mereciam cenas tão enfadonhas… Neste caso, os Duffer erraram na dose… Mas, acertaram ao retirar os poderes de Eleven (Ops! Spoiler…)

As referências oitentistas estão ainda mais presentes, indo além dos cenários e passando por figurinos, penteados, maquiagens e até sessões de ‘Despertar dos mortos’, filme de 1978 que se torna a grande diversão de férias do grupo. O novo vilão russo da temporada é uma referência clara a outro filme: ‘Exterminador do futuro’. Se você é fã por causa da nostalgia, saiba que terá ainda mais motivos para curtir esta temporada. Há um processo de reinvenção na série. E está claro que Stranger Things 4 contará com novos graus de protagonismo de outras personagens mais jovens… Corra e maratone. Vale muito a pena! Se você não gostar do que vai ver, garanto que vai adorar pelo menos o que vai ouvir…

 

*Jamarrí Nogueira escreve sobre arte, cultura e comportamento no Jornal da Paraíba aos domingos


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