Cultura

Marcos Vasconcelos é um jornalista inspirado pelo heroísmo

Repórter da TV Paraíba, que também apresenta o Globo Esporte local, mostra sua coleção de super-heróis.



Leonardo Silva
Leonardo Silva
Marcos mostra orgulhoso parte da coleção de miniaturas

Prateleiras tomadas por bonecos do Superman, Mulher Maravilha, Batman, Incrível Hulk, Lanterna Verde e vários outros super-heróis. Na parede, um quadro do poderoso “homem morcego”. Em uma estante, dezenas de livros com histórias em quadrinhos, além de DVDs repletos de aventuras protagonizadas por esses ídolos que marcaram gerações. Assim é o apartamento onde mora o jornalista Marcos Vasconcelos, apresentador da edição local do Globo Esporte exibido pela TV Paraíba. Longe das telinhas, ele se dedica a uma coleção de personagens heroicos dos desenhos animados e games. Coisa de encantar e fazer brilhar os olhos da criançada e, claro, de muita gente grande.

Essa história teve início quando Marcos era apenas um garotinho e ganhou de presente uma fantasia do Batman. Com uma máscara no rosto e uma capa amarrada no pescoço, ele saía correndo, como quem combatesse as forças do mal pelas ruas de Campina Grande – cidade onde nasceu e vive até hoje. Quando não estava brincando, o menino ficava com os olhos atentos à TV.

Nesse tempo, o foco era assistir aos desenhos e filmes. Já na adolescência, também passou a ser os telejornais. “Via os repórteres correspondentes cobrindo guerra e ficava entusiasmado, querendo estar no meio da ação no momento em que ela acontecia. Para mim, tinha uma relação com o universo dos super-heróis”, contou. Aí não deu outra: ele definiu que queria ser jornalista.

Foi aprovado no vestibular da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e, ainda no começo do curso, conseguiu estágio numa rádio. Dois anos depois, por insistência de amigos, levou o currículo para uma emissora de televisão campinense. Acabou contratado no mesmo dia. Porém, não demorou muito por lá. Apareceu uma oportunidade na TV Paraíba e ele não pensou duas vezes para aceitar. Em setembro passado, completou dez anos como repórter na empresa. Desde 2011, assumiu também a bancada do Globo Esporte local. “Agora, não me imagino trabalhando com outra coisa na vida”, disse.

Os compromissos da vida adulta não fizeram Marcos deixar para trás o gosto pelas paixões da infância. Pelo contrário: elas se tornaram ainda mais fortes. Sua coleção de bonecos não para de se expandir e já contabiliza cerca de 50 miniaturas. Muitos deles, guardados desde a década de 80, são preciosas lembranças da infância. “Eu não fui uma criança que destruía os brinquedos. Preservava bastante. Por isso, consegui guardar muita coisa”, explicou, orgulhoso.

Embora sejam imbatíveis na ficção, na prateleira os personagens se tornam vulneráveis. Apesar de todos os cuidados de Marcos para mantê-los inteiros, alguns acabam danificados pela ação de Pedro. Não se trata de um vilão em potencial e, sim, do filho do jornalista, de apenas 5 anos, que adora entrar nesse universo do pai. “Existem vários super-heróis da geração dele, mesmo assim, ele é muito antenado naqueles que acompanho, em especial, Batman e Superman, que são meus preferidos”, destacou.

A afinidade com os heróis ultrapassa a simples admiração. Marcos acredita que o interesse tem a ver também com a forma de ver o mundo e de agir. “Eles lutam pelo bem e batalham mais pelos outros do que por eles mesmos. Isso é uma questão bem minha”. E não para por aí. Como muitos deles, o jornalista também tem uma “personalidade secreta”, que corre paralelamente ao trabalho. “Sou apaixonado por música e adoro cantar. Aonde vou, vou cantarolando, sobretudo, canções italianas”, revelou, entre risos.

Quando o assunto é o futuro, o apresentador conta que não é de fazer planos. “As coisas na minha vida vão acontecendo. É igual à vida de super-herói: aparece uma demanda repentina e vou lá dar conta”, brincou. De certeza, duas metas são constantes para ele: ver o filho crescendo com saúde e continuar aumentando sua coleção. Com tantos paladinos reunidos, o apartamento do jornalista já se transformou em um verdadeiro quartel-general.  


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