Cultura

Longa de Vladimir Carvalho sobre líder comunista tem estreia no Fest Aruanda

‘Giocondo Dias – Ilustre Clandestino’ fechou o Festival de Brasília no final de semana.




Carvalho começou a ouvir falar de Giocondo ainda na infância (Foto: Diogo Almeida/G1)

A programação do 14º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro tem como grande atração desta terça-feira (3) a estreia do novo filme do cineasta Vladimir Carvalho.’Giocondo Dias – Ilustre Clandestino’ retrata a vida de um dos fundadores do Partido Comunista Brasileiro. O documentário estreou no final de semana no Festival de Brasília e vai ter a première paraibana no Aruanda. A exibição acontece a partir das 18h, no Cinepólis do Manaíra Shopping;

Baiano, Giocondo Dias foi um dos participantes da Intentona Comunista de 1935. Ele passou grande parte da vida na clandestinidade, inclusive tentando convencer a cúpula do partido de que a luta não deveria ser por meio das armas.

Filho de um militante do partido comunista, Vladimir ouvir falar em Giocondo Dias ainda menino e o via como uma espécie de lenda. Depois, o cineasta ingressou no partido e teve mais informações a respeito da vida dele. A ideia de fazer o filme sobre Giocondo surgiu ainda na década de 1960. O documentário é inteiramente bancado pelo próprio diretor. Ele não recorreu a editais de financiamento público.

O longa de Vladimir Carvalho é o último da Mostra Sob o Céu Nordestino, que exibe apenas filmes da região Nordeste.

Fim da mostra competitiva

Nesta terça também vai ser exibido o filme ‘Pacificado’, que encerra a Mostra Naxional de Curtas e Longas-metragens, A exibição contará com a presença do diretor Paxton Winters e dos atores Débora Nascimento e Bukassa Kabengele. A exibição do longa será às 21h.

O filme foi a única obra brasileira a competir no 67º Festival Internacional de Cine de San Sebastián, Espanha – e teve a primeira vitória de um filme nacional nessa competição. Recebeu a Concha de Ouro de melhor filme, melhor ator (Bukassa Kabengele, ator nascido na Bélgica e naturalizado brasileiro) e melhor fotografia (Laura Merian). No Brasil, na 43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, em outubro passado, foi vencedor do Prêmio de Público como Melhor Filme de Ficção Brasileiro. Em novembro, participou do Camerimage, festival prestigiado nos quesitos técnicos do cinema, em Toruń (Polônia), e recebeu prêmios nas categorias direção e fotografia.

O filme conta a história de Tati, uma menina introspectiva de 13 anos que luta para se conectar com seu estranho pai, Jaca, libertado da prisão no momento turbulento das Olimpíadas do Rio. Enquanto a polícia “pacificadora” batalha para ocupar as favelas ao redor do Rio, Tati e Jaca precisam navegar entre as forças que ameaçam suas esperanças para o futuro.


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