Cultura

Fernando Teixeira apresenta ‘Esparrela’ na Mostra de Teatro de Grupo

Ator já rodou por vários cantos do país com a montagem, passando por estados como Pará, Alagoas e Espírito Santo.



Asley Ravel/Divulgação
Asley Ravel/Divulgação

“Hoje as marcas estão mais no meu corpo que na minha mente”, conta o ator Fernando Teixeira sobre os seis anos do monólogo Esparrela, do Grupo Bigorna (PB), que volta a ser apresentado dentro da programação da 6ª Mostra de Teatro de Grupo (MTG), a partir das 20h, no Espaço Paralelo, Centro Histórico de João Pessoa. A entrada é gratuita.

O espetáculo conta a relação do urubu chamado Arquimedes e seu adestrador Manuel, que para entrar na cidade da qual foi expulso, resolve ensinar a ave a dançar para impressionar as pessoas daquela cidade. Esparrela traz a relação do homem consigo mesmo, apoiado na oralidade dos contadores de histórias.

“No começo era mais difícil por estar só. Quando você está em grupo, caso erre, o outro não deixa a peteca cair. Têm técnicas de mentalizar o texto, mas acontece – às vezes – de errar a marcação”, explica o ator e diretor.

Fazia dois anos e meio que Fernando não pisava no tablado do monólogo até ser homenageado na Mostra Internacional de Teatro da Paraíba (MIT), que aconteceu na capital paraibana no mês de setembro. “Trabalho muito com a respiração. Já saio de casa respirando da mesma maneira que vou fazer no palco”, conta.

Fernando já rodou por vários cantos do país com a montagem, passando por estados como Pará, Alagoas e Espírito Santo. “É muito interessante a receptividade de Esparrela porque a dramaturgia do espetáculo prende muito”.

TEATRO ARMORIAL

Com três projetos de audiovisual agendados, Fernando Teixeira poderá ser visto protagonizando o curta-metragem O Sinaleiro, produção do diretor paulista Daniel Augusto (de Não Pare na Pista – A Melhor História de Paulo Coelho) baseado no conto homônimo de Charles Dickens (1812-1870) que está na mostra competitiva da 10ª edição Fest Aruanda, em dezembro.

Já em janeiro, o paraibano vai preparar uma peça inédita baseada no conto A Igreja do Diabo, escrito por Machado de Assis (1839-1908).

Fernando Teixeira relembra que, quando o Bigorna apresentou o Auto da Compadecida, em 1976, para comemorar os 20 anos da obra, Ariano Suassuna (1927-2014) o denominou de “o criador do teatro armorial”. Será nesse estilo – adaptado em versos – que esse espetáculo vai estrear no mês de fevereiro, na previsão do dramaturgo.


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