Cultura

Felícia Arbex: uma repórter contadora de histórias e aventureira

Nova contratada da TV Cabo Branco fala um pouco da sua trajetória, desde a infância em Minas Gerais até chegar à Paraíba.



Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal
Entre os planos de Felícia para o futuro está o de escrever um livro sobre o que viveu no Jornalismo

Em 1980, o cartunista mineiro Ziraldo deu vida ao Menino Maluquinho, sua mais célebre criação. Na mesma década, nascia em Juiz de Fora, no interior de Minas Gerais, uma garotinha tão serelepe quanto o premiado personagem do desenhista. Trata-se de Felícia Arbex, que adorava brincar ao ar livre com os amigos, andar de skate e patins. “Eu era totalmente moleque. Moleque mesmo”, lembra. O nome dela não foi parar nos livros infantis. Mas, assim como o Maluquinho, ela ganhou destaque. Hoje, Felícia é a mais nova repórter contratada da TV Cabo Branco.

Ainda criança, já dava pistas do caminho que queria seguir quando crescesse. Aos oito anos, enquanto sua mãe trabalhava, ela passava as tardes na casa da sua avó pensando em como passar o tempo de forma divertida. Foi aí que a criatividade se aliou a uma outra característica típica dessa jornalista: a curiosidade. Assim surgia o “Fê Fantasia”, um “programa” criado e estrelado por ela. “Eu ficava nesse meu mundo mágico de TV por horas. Nele, eu falava de tudo, entrevistava minhas bonecas, meus familiares. E foi por causa disso que eu comecei a despertar para o Jornalismo”, relembra.

Além da desenvoltura na hora de falar em público, Felícia mandava bem na escrita. “Sempre gostei muito de ler e escrever. Participava do Clube de Leitura do Ziraldo na escola e escrevia rimas e poesias. Até cheguei a produzir um livrinho de poemas. Aí envolvia tudo, porque no ‘Fê Fantasia’, eu já fazia a propaganda do meu livro também”, contou, entre risos.

Quando o vestibular chegou, Felícia não teve dúvidas de qual curso iria escolher. Ela estudou Comunicação Social em uma faculdade de sua cidade natal. “Eu sabia que queria fazer Jornalismo. Primeiro, porque tenho curiosidade de saber de tudo, então pensei que essa profissão seria uma ótima forma de conhecer um pouco de cada coisa. Segundo, o fato de você poder contar histórias, que é uma coisa que me fascina muito”, disse.

A busca pelo conhecimento e o seu espírito de aventura a levaram para bem longe. No segundo ano de curso, a jornalista arrumou as malas e partiu rumo à Califórnia, nos Estados Unidos. Durante o intercâmbio, que durou oito meses, ela aprimorou o inglês e também voltou com a bagagem cheia de experiência e histórias para contar. “Acho que foi aí que eu me conheci mesmo, as coisas que eu gosto, ter independência, responsabilidade. O que me fez voltar foi somente a faculdade, porque era algo mais forte do que eu. Eu falava que a Califórnia tinha tudo a ver comigo, mas eu nasci para fazer Jornalismo”, explica.

Ao retornar para o Brasil, Felícia focou na conclusão da graduação e nos estágios que começaram a surgir. “Trabalhei em algumas assessorias e depois de um tempo consegui uma oportunidade para estagiar na afiliada da Rede Globo na minha cidade. Fiquei apaixonada na hora, acho que foi a correria de televisão que me contagiou”, relata.

A vinda para à Paraíba aconteceu em 2012, quando o seu então namorado – atualmente seu noivo – recebeu uma oferta de trabalho e a convidou para vir junto. Essa proposta veio acompanhada por uma segunda: o pedido de casamento. Ambos foram prontamente aceitos. “Estamos juntos há oito anos, nos conhecemos na faculdade. No momento que ele me chamou, eu não pensei duas vezes. Eu amo viajar. Era louca para conhecer o Nordeste, então topei na hora. E foi paixão à primeira vista por João Pessoa”, comenta.

Na cidade, Felícia passou por outra emissora até que, no começo deste mês, ela foi contratada para ser repórter na TV Cabo Branco. E dezembro é duplamente especial para a jornalista: além de comemorar a sua chegada à afiliada pessoense da Rede Globo, ela celebra mais um ano de vida no próximo dia 23.

De tanto entusiasmo com a profissão, Felícia já se pega pensando em um futuro distante. Ela não tem pretensões de ser cartunista como Ziraldo, mas quer escrever o seu próprio livro. A menina que tanto se assemelhava a um personagem literário no passado, agora planeja contar um pouco do que descobriu por meio do Jornalismo. “Quero, lá para meus 80 anos, quando tiver bastante experiência, escrever sobre tudo o que vi como repórter. Conhecer pessoas, suas histórias e depois poder transmiti-las é o que me encanta”. (Especial para o Jornal da Paraíba)
 


Você sabia que o Jornal da Paraíba está no Facebook, Instagram, Youtube e Twitter? Siga-nos por lá. Encontrou algum erro? Entre em contato.