Cultura

Escritor e jornalista Carlos Heitor Cony morre aos 91 anos

Escritor teve falência múltipla dos órgãos. Informação foi confirmada pela ABL.




Carlos Heitor Cony veste o fardão de membro da Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro. Ao fundo, sua mulher, Bia (Beatriz Lajta) segura o chapéu. Foto de maio de 2000 (Foto: Antônio Gaudério/Folhapress/Arquivo)

Morreu, nesta sexta-feira (5), o escritor e jornalista Carlos Heitor Cony com 91 anos. Ele estava internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio, devido a problemas no intestino e teve falência de múltiplos órgãos, às 23h. A informação foi confirmada pela Academia Brasileira de Letras (ABL).

Quinto ocupante da cadeira número 3 da ABL desde 2000, Cony ganhou três prêmios Jabuti. Seu romance mais famoso, “Quase Memória”, foi publicado em 1995 e vendeu mais de 400 mil exemplares.

Com uma carreira de jornalista iniciada nos anos 1950 e atuação nos principais jornais e revistas do país, Cony escreveu diversos romances, como “O ventre” (1958), “Pilatos” (1973), “Quase memória” (1995) e “O piano e a orquestra” (1996) – com os dois últimos, ganhou o prêmio Jabuti. Também foi autor de livros de crônicas, coletâneas de contos e novelas para a TV.

Prêmios recebidos por Carlos Heitor Cony:

  1. Duas vezes o Prêmio Manucel Antônio de Almeida, pelos romances “A verdade de cada dia”, em 1957, e “Tijolo de segurança”, em 1958;
  2. Prêmio Machado de Assis, da ABL, pelo conjunto da obra, em 1996;
  3. Prêmio Jabuti em 1996, pelo romance “Quase memória”;
  4. Prêmio Jabuti em 1997, pelo romance “O piano e a orquestra”;
  5. Prêmio Jabuti em 2000, pelo romance “Romance sem palavras”;
  6. Ordre des Arts et des Lettres, em 1998, concedidido pelo governo da França.


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