Cultura

Confira três capas marcantes do JORNAL DA PARAÍBA quando ele completa 47 anos

Criado em Campina Grande, em 1971, o jornal teve capas impactantes e premiadas.




Nesta quarta-feira (5), o Jornal da Paraíba completa 47 anos de fundação. Lançado em 5 de setembro de 1971, em Campina Grande, o Jornal começou apenas no modelo impresso. Mesmo com a idade avançada, o Jornal da Paraíba não ficou preso no passado e abriu a versão online para se alinhar com as novas tecnologias. Para celebrar a consolidação de um portal que se reinventou e se manteve firme em seu projeto digital, selecionamos três fotos marcantes segundo nossos ex-fotojornalistas que marcaram as edições impressas do jornal.

Premiada

A primeira foto é tão marcante que foi vencedora do 34º Prêmio Vladimir Herzog, em 2012. Ela foi publicada no dia 23 de fevereiro de 2012. Na foto, se vê o corpo de uma moradora de rua que foi assassinada pelos companheiros de rua. Eles a colocaram no carrinho de mão, puseram todas as suas coisas por cima dela e abandonam no local. Eles foram presos alguns dias após o homicídio. “A editora do Jornal da Paraíba, na época, comentou que esta foto era um soco no estômago”, conta o autor da fotografia, Francisco França.

Foto: Francisco França

Natureza

Bem mais leve que a primeira, mas não menos importante, a segunda foto selecionada é de autoria de Kleide Teixeira. Ela foi feita no dia 13 de março de 2013, num dia de ressaca muito forte no litoral paraibano. “Havia muita gente olhando as ondas quebrarem  na calçada da Praia de Manaíra”, lembra Kleide. Segundo ela, é uma imagem visualmente impactante, pois tem a força da onda quebrando inesperadamente e a água cobrindo praticamente todo o quadro superior da foto. “O tom dourado da espuma, pois era fim de tarde, a composição, a organização dos elementos  no espaço também me agradam. O namorado que segura a namorada pra ela não sair correndo, dá para ver o jeito assustado dela. E pra finalizar o toque divertido da placa dizendo que a balneabilidade estava própria para o banho”, destaca.

Foto: Kleide Teixeira

Internacional

Por fim, a última capa da versão impressa também foi destacada. O autor dela, Rizemberg Felipe, constantemente usa a imagem em palestras sobre fotografia. Ela foi feita durante uma viagem do fotógrafo a Cuba. Acompanhada de uma matéria que buscava quebrar os clichês que costumam ser associados ao país, a imagem não descartava totalmente a visão estrangeira dos cubanos – ela a ampliava, destacando o orgulho dos habitantes daquele lugar. “Ela não ia entrar na última edição. Eu mostrei à editora o quanto era importante a mensagem que ela passava naquele momento. De que, embora estivéssemos deixando de ser um veículo impresso, fomos os melhores no segmento”, disse. “Na camisa do pintor, estava o slogan da empresa dele: ‘somos los mejores’. A foto ficou mais que perfeita e fez o fechamento do jornal impresso de uma forma majestosa, passando a mensagem de que o jornal estava encerrando sua parte impressa ali, mas continuaria sendo o melhor”, finaliza.

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Foto: Rizemberg Felipe

* Sob supervisão de Aline Oliveira


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