Cultura

Adeildo acústico

Com repertório variado, incluindo canções de outros compositores, cantor Adeildo Vieira se apresenta nesta quinta-feira (24) na capital.




Adeildo Vieira nunca se considerou um ‘artista de barzinho’. Sempre primando pelo repertório autoral, o cantor e compositor diz preferir os shows em teatros ou abertos, mas que tenham em comum o componente "dançante", que lhe permite mostrar toda a vertente africana do seu repertório.

Na apresentação que faz nesta quinta-feira em João Pessoa, Adeildo vai se aventurar por um outro caminho: o show que faz na Usina Cultural Energisa, a partir das 21h, não apenas inclui canções de outros compositores como também modelam seu próprio trabalho ao formato acústico.

Acompanhado de Jorge Negão (baixo) e dos filhos Rudá (guitarra) e Uaná Barreto (teclado), Adeildo Vieira agrega às 14 faixas de seu último CD, Há Braços (2009), outras nove compostas por parceiros como Milton Dornellas, Paulo Ró, Escurinho, Kennedy Costa e Livardo Alves (1936-2002).

"Escolhi este repertório primeiro porque sou fã de todos estes nomes", diz Adeildo, que se apresenta no espaço onde antes funcionava o tradicional Parahyba Café.

"Depois, como o show será em um local onde já houve um bar, eu quis trazer para discussão o fato de que os artistas daqui, quando tocam em barzinhos, esquecem do próprio repertório e do repertório dos amigos", complementa.

Adeildo é a terceira atração da Usina da Música, programação da Usina Cultural Energisa que foi inaugurada este ano por Érica Maria e Milton Dornellas.

"Será um show só de cordas, sem baterias, em que, portanto, não irão constar as minhas músicas mais africanizadas, mais batucadas", avisa o cantor, que define ‘Há Braços – Acústico’ como um show "para "cantar junto", em que as letras saltarão mais aos ouvidos do público.

Último disco de uma trajetória de registros iniciada no ano 2000 com o CD Diário de Bordo e em 2008 com o DVD Chega Junto, Há Braços já terá seu sucessor na linha do tempo da carreira de Adeildo Vieira.

Trata-se de África de Mim, cujo projeto o itabaianense radicado em João Pessoa desde os 15 anos de idade inscreveu no Fundo de Incentivo à Cultura (FIC) ‘Augusto dos Anjos’, aguardando aprovação do Governo do Estado.

Segundo ele, o projeto surgiu de uma viagem que fez com a Tribo Éthnos para uma série de sete shows no continente africano, no ano passado.

"Viajamos do sul ao norte do Senegal e lá eu me encantei ainda mais com a africanidade", conta Adeildo, que pretende lançar o novo álbum ainda que não seja aprovado no edital.

"Vou fazer de qualquer jeito. Não posso represar minha obra. Quero visitar a música brasileira e seus ritmos mais contagiantes, em toda esta porção negra que está em meu coração", arremata.


Você sabia que o Jornal da Paraíba está no Facebook, Instagram, Youtube e Twitter? Siga-nos por lá. Encontrou algum erro? Entre em contato.