Cultura

2012 é ano de centenários e de expectativas

Ano literário está recheado de datas comemorativas e as editoras já sinalizam o relançamento de obras.




Se as efemérides sempre foram um combustível que aqueceu o mercado editorial brasileiro, o leitor mais entusiasmado pode ir reservando um cantinho em sua biblioteca: o ano literário está recheado de datas comemorativas e as editoras já sinalizam o relançamento de obras que têm estas datas como apelo, nas prateleiras das livrarias.

Se estivessem vivos em 2012, por exemplo, dois autores de peso nos catálogos das editoras nacionais estariam comemorando seus centenários: Nelson Rodrigues (1912-1980) e Jorge Amado (1912-2001).

Escrito em 1912, Eu, filho único do poeta do carbono e do amoníaco Augusto dos Anjos (1884-1914), também está comemorando 100 anos e, se não tem provocado alvoroço entre as editoras (já que é de domínio público há algumas décadas), vem mobilizando a Secretaria de Estado de Cultura da Paraíba para render as honras que lhe são merecidas.

As homenagens a Jorge Amado já tiveram sua prévia ano passado, quando a primeira década de sua morte foi lembrada nos cinemas, com a passagem de Capitães de Areia (longa dirigido por sua neta, Cecília Amado).

Em um ano em que será tema até de Escola de Samba (a Imperatriz Leopoldinense, que o escolheu como mote para seu desfile no sambódromo), Jorge Amado inspira também uma nova adaptação da Rede Globo para o romance Gabriela Cravo e Canela (1958). A novela tem estreia prevista para abril e escalou a atriz Juliana Paes como protagonista.

Em São Paulo, o Museu da Língua Portuguesa divulgou ainda uma exposição com o acervo do autor. No âmbito editorial, a Academia Brasileira de Letras trabalha em uma revisão crítica da obra do baiano e a Companhia das Letras, detentora de seus direitos desde 2007, vai investir alto em reedições de suas obras.

Como prova disso, Navegação de Cabotagem (1992) vai ganhar versão ilustrada e pelo menos dois outros títulos serão publicados em formato pocket (hoje apenas Capitães de Areia, de 1937, circula pela Companhia de Bolso).

A Nova Fronteira, diferentemente da Companhia das Letras, optou por guardar a sete chaves as novidades que pairam sobre o legado do cronista da vida como ela é, Nelson Rodrigues.

A editora não tornou pública sua estratégia de aporte dos escritos do jornalista e dramaturgo da perfídia humana às gôndolas. As poucas informações, porém, apontam para o escoamento de textos inéditos, além das já consagradas peças e reedições a preços populares.


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