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VIDA URBANA

Mercados públicos da capital estão abandonados

Ifraestrutura precária obriga feirantes a trabalharem em meio ao lixo e esgoto a céu aberto.

Publicado em 08/04/2014 às 6:00 | Atualizado em 16/01/2024 às 17:37

Conhecidos pela variedade de produtos e preços acessíveis, os mercados públicos do Centro e da Torre, localizados em João Pessoa, estão com parte da estrutura comprometida pelo abandono. Os dois espaços passaram por reformas nos últimos 8 anos. No entanto, as obras não continuaram e os feirantes reclamam que têm que trabalhar em meio à sujeira, com esgoto a céu aberto, insetos e riscos de acidentes, como incêndios.

Prestes a completar 65 anos, o Mercado Central, no Centro da cidade, é um dos mais conhecidos pelos pessoenses. Porém, dezenas de comerciantes estão trabalhando precariamente em um dos dois galpões que não foram beneficiados com a reforma feita em outros quatro pavimentos, entre 2006 e 2012.

O comerciante José Freire, que vende temperos, lembra do período de obras e tinha esperanças que os serviços fossem realizados no pavilhão onde está instalado há 31 anos. “Até hoje não colocaram uma pá de areia aqui e o que a gente vê é sujeira”, desabafa.

O relato do comerciante é constatado pela falta de infraestrutura em todo o pavilhão. No prédio, as paredes estão com rachaduras, o teto com goteiras e pedaços de concreto se desprendem da estrutura e caem constantemente sobre os boxes e no chão, segundo os vendedores. Alguns comerciantes colocaram até lonas sobre os estabelecimentos, na tentativa de proteger a mercadoria.

Outro problema que oferece risco à saúde de quem trabalha e frequenta o galpão é a fiação elétrica exposta e a poucos metros do solo. Os fios, instalados nas pilastras e também sobre os boxes, ficam próximos a produtos inflamáveis como plásticos, palhas e madeiras. Além disso, a ventilação no local é precária.

“Aqui nós estamos praticamente isolados. Os pedaços de concreto caem aqui direto, quando chove enche de água por conta das goteiras, perdemos a mercadoria e ficamos no prejuízo. A gente veio para cá em 2008, com a promessa de ficar por 4 meses, e estamos até hoje”, lamentou o vendedor João Batista, que trabalha no Mercado Central há 20 anos.

Ainda na região central da cidade, a situação dos comerciantes do Mercado Público da Torre que ainda não foram contemplados com a reforma a situação é a mesma. Orçada em R$ 6.418.800,26, as obras na feira começaram em abril de 2011 e o prazo para conclusão terminou em novembro de 2012, conforme a placa informativa existente no local. Nesses dois últimos anos, parte da obra foi entregue em março do ano passado e até então o restante da reforma está atrasada.

Graça Amaral trabalha com vendas de lanches em um dos boxes que ainda não foram beneficiados com a reforma. Ela conta que se não lavar o piso no entorno do estabelecimento, o mau cheiro provocado pelo esgoto, alimentos estragados e urina, prejudicam as vendas. “Todos os dias a gente tem que lavar isso aqui, senão fica insuportável e ninguém aguenta”, reclama.

Para os consumidores, a sujeira no mercado prejudica as vendas e a segurança no momento de comprar os alimentos.

“Se fosse mais limpo, com certeza as pessoas viriam mais. A gente fica receoso, porque nem toda fruta ou carne podemos comprar, por causa do mau cheiro”, disse a dona de casa Maria de Fátima Costa.

Ainda no Mercado da Torre, os comerciantes reclamam que alguns boxes da área reformada estão sendo vendidos ilegalmente para pessoas que não trabalhavam na feira. “Isso está acontecendo aqui desde que esse mercado foi entregue. Tem alguns boxes que ficam fechados porque foram vendidos e as pessoas não utilizam”, denunciou um feirante que não quis se identificar.

CLIQUE AQUI PARA VER FOTOS DA SITUAÇÃO DOS MERCADOS

PROBLEMAS EM OITIZEIRO E RANGEL

Do outro lado da capital, nos mercados de Oitizeiro e Rangel, os problemas são semelhantes aos encontrados nos mercados da Torre e do Centro. O esgoto correndo a céu aberto e o acúmulo de lixo entre os estabelecimentos de vendas são os sinais mais visíveis do abandono e motivo de revolta para os comerciantes.

No espaço onde funciona a comercialização de carnes, no Mercado de Oitizeiro, a falta de higienização nos boxes que ainda possuem restos de carne misturado ao esgoto que corre livremente entre os boxes deixa o local com odor forte. Entre o lixo encontrado ao longo do mercado, há ainda restos de frutas e verduras que, mesmo em estado de decomposição, são reaproveitados por catadores.

“No tempo de chuva, isso aqui fica um horror e parece um rio podre. E nessa sujeira também tem muito insetos, ratos, baratas, aranha. Isso tudo prejudica a gente”, reclamou a comerciante Edileuza da Silva.

No Mercado Público do Rangel, a falta de saneamento também é o principal problema relatado pelos usuários e comerciantes.

Por toda a área da feira, os comerciantes têm de suportar a sujeira trazida pelo esgoto, além do acúmulo de lixo no local.

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Jornal da Paraíba

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