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Cresce procura por técnicos

Mapa do trabalho divulgado pelo Senai, mostra que indústria brasileira irá precisar de 7,2 milhões de trabalhadores de nível técnico.



Rizemberg Felipe
Rizemberg Felipe
De olho neste mercado em potencial, o ensino técnico está em expansão na Paraíba

De 2012 a 2015, a Paraíba precisará de 12,5 mil profissionais com qualificação técnica (sendo seis mil de nível médio e 6,5 com qualificação superior), segundo estimativa do Serviço Nacional de Aprendizagem (Senai). Neste mesmo período, a expectativa é que anualmente sejam abertas 3.100 vagas para os técnicos. Os dados foram projetados no Mapa do Trabalho Industrial, divulgado na última semana pelo Senai.

A demanda por profissionais de nível técnico na Paraíba segue o fluxo nacional. Segundo o mapa do trabalho divulgado pelo Senai, a indústria brasileira irá precisar de 7,2 milhões de trabalhadores de nível técnico para suprir a demanda das empresas até 2015.

Desse total, 1,1 milhão deve ser para novas oportunidades no mercado. O restante já está trabalhando e precisa manter-se qualificado para acompanhar os avanços tecnológicos da indústria. Na região Nordeste a demanda por técnicos é de 845 mil vagas.

De olho neste mercado em potencial, o ensino técnico está em expansão na Paraíba. Exemplo disso é que no processo seletivo de 2011 para 2012 (realizado no ano passado), o Instituto Federal de Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) registrou um aumento de 10% na procura por um dos 61 cursos (entre técnicos integrados ao Ensino Médio e Subsequentes) oferecidos na instituição.

A grade das qualificações do IFPB também foi ampliada, recebendo mais três novos cursos (Secretariado, Contabilidade e Geologia) este ano para atender à demanda crescente por parte dos candidatos. E um dos fatores motivadores para tanta procura por qualificação técnica é a atual falta desse tipo de profissional no mercado de trabalho.

Segundo a coordenadora do Sistema Nacional de Empregos da Paraíba (Sine-PB) – em João Pessoa -, Deise Raquel, em áreas como Mecânica, Informática, Eletrônica, Eletromecânica e Edificações, as vagas chegam a ficar abertas durante mais de dois meses.

No Sine-JP, a demanda por profissionais dos ramos citados também é recorrente e alguns empregadores acabam estendendo a vaga para pessoas que ainda estão realizando a qualificação. “Recentemente cadastrei uma vaga de projetista para Arquitetura, em que o empresário abriu uma exceção para contratar um funcionário que ainda esteja estudando”, exemplificou o assistente de Intermediação do Sine-JP, Tarcísio Batista.

Ainda segundo ele, apesar da recorrente oferta de vagas para profissionais com qualificação técnica, os salários oferecidos nem sempre agradam os que procuram emprego nessa área – sendo esse outro motivo pelo qual os postos de trabalho demoram a ser ocupados.


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