Concursos e Empregos

Concurseiros comentam desafio de morar em outras cidades

Candidatos que mudaram de cidade após aprovação garantem que compensa abandonar familiares e amigos para assumir cargo.




Ao se inscrever para o concurso da Receita Federal, o candidato precisa estar preparado emocionalmente para mudar de cidade, pois as vagas são distribuídas por região. Quem já passou por isso, garante que compensa o esforço de ficar longe da família e dos amigos por um tempo. É o caso do gerente da Receita Federal em João Pessoa, José Honorato, aprovado no concurso público de 1989.

Honorato deixou o interior de Pernambuco e foi assumir o cargo de auditor no município de Foz do Iguaçu, no Paraná, a mais de 3,5 mil quilômetros de casa. “Só em 1994 consegui a remoção para João Pessoa, que era a cidade mais próxima da minha terra natal”, declara. Na avaliação de Honorato, o concurso compensa a distância. “Geralmente quando o candidato é aprovado para o cargo de auditor leva a família junto”, frisa.

Com Demóclitus Paulo também foi assim. Ele morava em João Pessoa quando passou na Receita. Teve de se mudar para Petrolina (PE), distante cerca de 900 quilômetros. “Quatro anos mais tarde consegui voltar para minha terra através do concurso de remoção”, declara. Segundo ele, quanto mais longe uma cidade for, mais chance o servidor terá de mudar. Em Petrolina, a cada dia de trabalho, o servidor ganha dois pontos.

No concurso anterior, os candidatos tiveram conhecimento da distribuição de vagas durante o processo de matrícula no programa de formação. Para este, a previsão é que não sejam ofertadas vagas para a Paraíba. Geralmente o que acontece é o concurso interno de remoção de servidores, quando os mais antigos têm a oportunidade de se mudar para outra cidade de sua preferência.


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