Vida Urbana

Vandalismo em prédios públicos gera prejuízo de R$ 10 milhões

Dinheiro foi gasto com a manutenção do patrimônio público, constantemente atacado por vândalos em João Pessoa. Valor corresponde aos últimos 2 anos.



Francisco França
Francisco França

Os atos de vandalismo – como pichação e depredação do patrimônio público – trouxeram pelo menos R$ 10 milhões em prejuízos aos cofres públicos de João Pessoa nos últimos dois anos. Isso é o que informam a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), a Autarquia Especial de Limpeza Urbana (Emlur) e a Coordenadoria do Patrimônio Cultural de João Pessoa (Copac-JP). Esses órgãos costumeiramente realizam manutenção dos logradouros públicos que, segundo eles, são alvo constantes da ação de vândalos.

De acordo com o coordenador da Copac, Fernando Milanez Neto, um dos maiores exemplos da depredação e do descaso da população com o patrimônio público e histórico-cultural da cidade é o Hotel Globo. Um dos equipamentos mais importantes da capital e que possui uma das vistas mais bonitas do pôr do sol, o Hotel Globo teve todo o seu exterior e interior pichados, além de portas e janelas quebradas e parte do seu interior destruído, tornando-se ponto de prostituição e drogas no Centro da capital. Além dele, o coordenador ainda elencou o Conventinho, a Casa da Pólvora, a Praça da Independência, a Praça João Pessoa e a Praça da Pedra como exemplos de locais que foram deteriorados ao longo do tempo por ação de vândalos.

“Nós temos obrigação de cuidar e manter os prédios públicos, mas não em privados. Apesar disso, fizemos uma parceria com a Coral (marca de tinta) e conseguimos pintar parte da Maciel Pinheiro, e todos os prédios da Praça Anthenor Navarro, os públicos e os privados. Dois anos e meio após essa parceria, o local se encontra pior do que estava”, lamentou. Milanez Neto destacou que é uma preocupação da atual gestão levar protagonismo ao Centro da capital. “Fizemos a inauguração da Casa da Pólvora, estamos recuperando o Hotel Globo, levando órgãos públicos para dentro de prédios históricos, tudo para voltar a dar movimentação a esses locais, porque vemos que eles estão sendo destruídos pela própria sociedade”, alfinetou.

Segundo Milanez, a Copac trabalha com ações educativas para tentar levar conscientização à população. “Para se ter uma ideia, só nos últimos dois anos, com a recuperação desses prédios que foram deteriorados pela população, já gastamos em média R$ 10 milhões. O patrimônio é da sociedade, não de prefeitura ou governo. Parece que em João Pessoa estão deixando de cuidar da nossa história. É preciso que a sociedade se aproprie desse sentimento de corresponsável e passe a cuidar da sua história”, comentou.

Vandalismo em João Pessoa.

• Principais alvos:
Praças, prédios históricos e lixeiras

• Principais problemas:
Pichações, danificação de equipamentos de ginástica e alambrados, danificação de portas e janelas de prédios públicos, violação de lixeiras.

R$ 10 mil nos últimos 2 anos para recuperação de prédios públicos.
R$ 500 mil para recuperação de praças entre agosto de 2014 e setembro deste ano.
R$ 30 a R$ 120 por lixeira danificada ou destruída. 


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