Vida Urbana

Tensão marca protesto contra tarifa de ônibus em João Pessoa

Tensão e princípio de tumulto marcaram o protesto realizado, nesta quarta-feira (12), pelos usuários de transporte público de João Pessoa.




Do Jornal da Paraíba

Tensão e princípio de tumulto marcaram o protesto realizado, nesta quarta-feira (12), pelos usuários de transporte público de João Pessoa. Ao chegarem na Praça Pedro Américo, no Centro da cidade, os manifestantes se depararam com centenas de motoristas e cobradores.

O Sindicato dos Motoristas da Paraíba convocou a categoria para participar de um ato público contra a ação encabeçada pelos estudantes. Após diversas provocações de ambas as partes, a polícia foi até o local e convocou os representantes dos dois lados para tentar manter a base do diálogo.

Conforme o presidente do Sindicato dos Motoristas da Paraíba, Antônio de Pádua, na semana passada, durante o protesto realizado pelos estudantes dentro do Terminal de Integração, no Varadouro, bombas caseiras foram jogadas pelos manifestantes nos ônibus coletivos. Ainda segundo Pádua, na ocasião, a bomba bateu na lateral do veículo e explodiu no chão. “Eles não têm o direito de agir assim”, afirmou, acrescentando que por esse motivo, o sindicato resolveu convocar a categoria.

Segundo o coordenador do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Carlisson Oliveira, os estudantes organizaram o manifesto para reafirmar a oposição do reajuste da tarifa de ônibus da capital. “Vinhemos ao Paço Municipal para entregar o ofício convocando uma audiência com o prefeito Luciano Agra”, explicou.

Os manifestantes reclamaram da falta de policiais no local, que só apareceram quando a situação estava ficando insustentável. “Nos últimos três protestos que realizamos, a polícia estava ostensiva em todos eles. Mas hoje quando ela foi realmente necessária, não apareceu”, criticou.

No momento em que os manifestantes seguiam para ocupar a frente Paço Municipal, um princípio de tumulto tomou conta da situação. Houve provocações e empurrões de ambas as partes.

Jornalista agredido

O jornalista Rafael Freire alegou que foi agredido por uma pessoa da categoria dos motoristas. “No momento em que estavamos tentando atravessar a rua, alguém me agrediu com um soco no rosto”, disse. Para o jornalista, que apoia a luta dos estudantes, “o sindicato está com uma visão equivocada da nossa ação”.

Quando a situação estava ficando insustentável, o coronel Jefersson – 1º Batalhão da Polícia Militar – convocou os representantes de ambos os lados para tentar conversar e manter a ordem no local. “Informei que o manifesto é um ato público legal, porém o que não pode haver é o confronto”, explicou.

Após a conversa, os motoristas e os cobradores se dirigiram para o Terminal de Integração. Já os estudantes seguiram em passeata até o Parque Sólon de Lucena. Segundo o coordenador do DCE, o manifesto atingiu seu objetivo, que era marcar uma audiência com o prefeito de João Pessoa e discutir o reajuste da tarifa de ônibus. A reunião ficou agendada para a próxima terça-feira, às 15h.


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