Vida Urbana

Simpósio de Endometriose realizará cirurgias assistidas em João Pessoa

Evento será realizado entre os dias 6 a 8 de dezembro, com pacientes da Paraíba.




Procedimentos serão feitos no HU. Foto: Divulgação

Uma das doenças que mais cresce no Brasil, principalmente entre as mulheres mais jovens, por falta de informação de pacientes e profissionais de saúde, a endometriose será tema de debate em João Pessoa. O I Mutirão de Endometriose de João Pessoa, será realizado entre os dias 6 a 8 de dezembro, no auditório do Hospital Universitário Lauro Wanderley (UFPB), quando serão operadas 3 pacientes com endometriose profunda, que estão na fila do SUS.

As cirurgias serão transmitidas ao vivo para o auditório do Centro Cirúrgico do mesmo hospital, e assistidas pelos médicos, profissionais de saúde e alunos de medicina de vários níveis inscritos no Simpósio. As pacientes que serão submetidas ao procedimento foram pré-selecionadas pela equipe de acordo com a gravidade constatada em exames prévios.

Segundo o professor Cláudio Peixoto Crispi, especialista no tema, e que estará à frente deste Mutirão, a endometriose é uma doença conhecida há muitos anos, mas a grande dificuldade sempre foi obter o seu diagnóstico correto. Uma grande porcentagem de pacientes que sofrem de dor pélvica (em baixo ventre) que se intensificam progressivamente, como cólicas menstruais intensas, dor em cólica fora do período menstrual, dor profunda na relação sexual e esterilidade, são portadoras da endometriose.

“Estamos diante de uma doença que traz grande sofrimento à mulher, incapacitando-a para suas atividades sociais e profissionais por vários dias mensalmente, ou impedindo-a de engravidar. A necessidade de um diagnóstico precoce é essencial não só para o sucesso do alívio da dor, como para preservar a capacidade reprodutiva da mulher”, completa o especialista.

Endometriose

No Brasil, grande parte dos ginecologistas ainda não sabe como lidar com a doença, que tem sido detectada cerca de 10 anos depois de seu aparecimento, o que pode mutilar a mulher. Uma das principais conseqüências da Endometriose é a infertilidade. Cerca de 50% dos casos de infertilidade nas mulheres do mundo inteiro, são causados pela doença, que atinge 15% da população feminina entre 15 e 45 anos.

Cláudio Crispi explica que o endométrio é um tecido que reveste internamente o útero e quando estimulado pelos hormônios femininos, cresce mensalmente, preparando o útero para uma gravidez. Quando esta não ocorre é eliminado como menstruação.

Por alguns motivos, como o refluxo da menstruação pelas trompas, diferenciação de tecidos embrionários adormecidos e propagação pela corrente sanguínea, este endométrio pode se localizar em outros órgãos como as trompas, ovário, peritônio (membrana que reveste o abdome internamente), bexiga, intestinos, no fundo da vagina,
etc.

Estes locais, são também estimulados pelos hormônios femininos, sofrendo pequenos sangramentos e causando intensa reação inflamatória local, o que explica a dor de grande intensidade experimentada por essas mulheres. Quando não diagnosticada, a doença progride, intensificando a reação inflamatória e a dor. E pode invadir a bexiga causando sintomas urinários como cistites e sangue na urina, podendo ainda invadir o intestino e o reto, causando sintomas intestinais no período menstrual. Toda essa reação inflamatória acarreta também, deformação dos órgãos do aparelho reprodutor, diminuindo a capacidade da mulher engravidar.

 

Confira a programação completa do evento:

 

 


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