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Sem manutenção, helicóptero Acauã está sem voar há dois meses

Estado abriu licitação em outubro, mas o processo está parado por troca de acusações entre empresas.




Empresas estão disputando licitação para manutenção da aeronave (Foto: Divulgação/Secom-PB)

Um dos principais equipamentos de segurança pública da Paraíba, o helicóptero Acauã 1 está sem voar desde novembro de 2018 por falta de manutenção. O governo do estado abriu um procedimento licitatório para contratar uma empresa que deve cuidar do serviço, mas o processo parou em outubro do ano passado. Uma das empresas que disputam o contrato acusa a outra de não ter competência técnica para atender às exigências. Com isso, o secretário de Segurança e Defesa Social, Jean Nunes, montou uma comissão para apurar os fatos e, enquanto isso, a licitação e a manutenção seguem sem acontecer.

O ato de criação da comissão da Secretaria de Segurança foi publicado nesta quinta-feira (10) no Diário Oficial do Estado. Formada por três integrantes, todos do Grupamento Tático Aéreo (GTA), ela vai apurar a acusação de ‘atecnia’, que é a ausência de técnica, levantada pela empresa B. G.& P. Táxi Aéreo e Serviços Aeronáuticos contra a Helifor Comércio e Serviços Aeronáuticos, ambas do Ceará.

As duas empresas estão na disputa do pregão presencial organizado pelo governo do estado. No entanto, na última sessão, realizada em outubro, a ‘B.G.& P.’ foi considerada inabilitada por problema na documentação apresentada. Ela apresentou recurso administrativo contra a inabilitação e questionando a qualidade do serviço da Helifor. No argumento apresentado para fortalecer a suposta ‘atecnia’, a ‘B.G.& P’ citou o fato de o Acauã não se encontrar com o motor original e colocou isso na conta da Helifor, pois ela vinha prestando serviços de manutenção para o governo através de um contrato emergencial.

“Isso é questão empresarial eu não vou entrar no mérito. A comissão vai se inteirar dos argumentos levantados pela empresa e apresentar os resultados”, disse o comandante do GTA, coronel José Anchieta Leite. Ele confirmou que o motor da aeronave foi substituído por conta de problemas, mas disse que isso não tem relação com o trabalho da Helifor. A peça original foi encaminhada para a fabricante, no Rio de Janeiro, e já está pronta para uso, mas só vai retornar ao estado quando o Acauã puder voltar a voar. “Não adianta eu trazer agora, se estou com a aeronave parada”, completou.

O JORNAL DA PARAÍBA entrou em contato com a Helifor para falar sobre a acusação da concorrente. Um dirigente da empresa informou que as contrarrazões já foram apresentadas e disse que só poderia falar mais sobre o assunto na sexta-feira (11).

A comissão criada pelo secretário Jean Nunes tem um prazo de 15 dias, a contar desta quinta, para apresentar um parecer técnico a respeito da Helifor. Só depois disso, os recursos administrativos contra a licitação vão ser julgados e o processo vai ser retomado.

A expectativa do coronel Anchieta é que, vencidos esses problemas, o Acauã volte a fazer a segurança de parte do estado pelos ares. “Acreditamos que mais tardar no final de fevereiro a aeronave esteja funcionando novamente”, disse.