Vida Urbana

Saiba quem é Dom Genival Saraiva, o substituto do arcebispo da PB

Ele tem 78 anos e é natural de Alcantil, interior da Paraíba. Dom Genival é bispo emérito de Palmares, Pernambuco.



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Dom Genival é natural de Alcantil e é bispo emérito de Palmares

Nomeado como Administrador Apostólico da Arquidiocese da Paraíba, em substituição ao arcebispo Dom Aldo Pagotto, Dom Genival Saraiva de França deve chegar ao Estado na próxima sexta-feira (6). Natural da cidade de Alcantil, ele tem 78 anos e é bispo emérito de Palmares, em Pernambuco. Antes disso, ele ocupou vários cargos na Diocese de Campina Grande e é conhecido pela capacidade de conciliação. 

“Como ensina o Concílio Vaticano II, a Igreja é o povo de Deus e a “Diocese é uma porção do povo de Deus confiada a um Bispo para que a pastoreie em cooperação com o presbitério”, diz Dom Genival em sua primeira carta aos fiéis paraibanos.
 

O Administrador Apostólico está no Ceará até a próxima sexta-feira, orientando o retiro espiritual de uma parte do clero do Arquidiocese da Fortaleza. Só depois disso ele vai se apresentar para assumir a nova função.
 

Dom Genival também foi Presidente do Regional Nordeste 2 da Conselho Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), durante o período de 2011 a 2015, e também pertence ao conselho permanente do órgão. Ele ainda é membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Cedes) do Estado de Pernambuco.
 

“Como João Batista, que preparou o povo para acolher Jesus, o Cordeiro de Deus, que já estava no seu meio, chego para ajudar ao povo de Deus da Arquidiocese da Paraíba a preparar o seu coração para a chegada do seu novo Arcebispo Metropolitano”, afirma Dom Genival, destacando que fica à frente da Arquidiocese temporariamente.

No comunicado, o arcebispo também agradece a Dom Aldo Pagotto pelo trabalho executado na Arquidiocese. “Posso testemunhar-lhe, por experiência, que a renúncia ao governo diocesano não é demérito para nenhum Bispo, por ter completado 75 anos, como no meu caso, ou em razão de enfermidade, como no seu caso. Os Bispos eméritos continuam servindo à Igreja, de muitas maneiras”, afirma.

Leia a carta de Dom Genival Saraiva

Ao Clero, aos Religiosos, Religiosas, Seminaristas, Animadores Pastorais – Leigos e Leigas, e à População da Arquidiocese da Paraíba:

Eu vim para servir (cf. Mc 10, 45).

Como ensina o Concílio Vaticano II, a Igreja é o povo de Deus e a “Diocese é uma porção do povo de Deus confiada a um Bispo para que a pastoreie em cooperação com o presbitério”. A Diocese torna-se vacante com a morte, renúncia ou transferência de seu Bispo. Hoje, 6 de julho, a Arquidiocese da Paraíba tornou-se vacante com o pedido de renúncia apresentado por Dom Aldo di Cillo Pagotto, que foi acolhido pelo Papa Francisco. A solicitude da Igreja provê a forma de administração da Diocese em sua vacância. Por isso, o Papa Francisco nomeou-me Administrador Apostólico, através de Decreto da Congregação para os Bispos, função que devo exercer “até que o Arcebispo, que deve ser eleito, tome posse canônica”. Não me apresento hoje aos arquidiocesanos da Paraíba porque me encontro no Ceará até a próxima sexta-feira, orientando o retiro espiritual de uma parte do clero da Arquidiocese de Fortaleza. Com esta comunicação, desejo afirmar a todos que chegarei, brevemente, com a disposição de servir. Em Jesus, encontramos o melhor exemplo de serviço. Além do espírito eclesial, que todos nós devemos cultivar, em mim a motivação para servir à Arquidiocese da Paraíba tem uma linguagem afetiva, pelo fato de ser paraibano e de ter residido na cidade de João Pessoa, durante oito anos, como aluno do Seminário Imaculada Conceição.

Como João Batista, que preparou o povo para acolher Jesus, o Cordeiro de Deus, que já estava no seu meio, chego para ajudar ao povo de Deus da Arquidiocese da Paraíba a preparar o seu coração para a chegada do seu novo Arcebispo Metropolitano. A fim de que possa exercer bem a função de Administrador Apostólico da Arquidiocese da Paraíba, torno minha a prece do salmista: “Dai-me bom senso, retidão, sabedoria” (Sl 118, 66). Tendo consciência de não ser fácil administrar uma instituição, especialmente num contexto de transição, peço, com humildade: “Senhor, dai-me serenidade para eu aceitar as coisas que eu não posso mudar. Dai-me coragem para eu mudar as coisas que eu posso mudar. Dai-me discernimento para eu conhecer a diferença”. Que, por esse discernimento, eu possa contribuir para a prática da comunhão e da unidade em nossa Arquidiocese, seguindo esse ensinamento de Santo Agostinho: “Nas coisas essenciais, a unidade; nas coisas não essenciais, a liberdade; em todas as coisas, a caridade”. Sei que posso contar com a oração e o apoio solidário do clero, das comunidades religiosas e das forças pastorais da Arquidiocese da Paraíba, para fiel cumprimento da missão que me foi confiada.

Ao expressar a Dom Aldo Pagotto o agradecimento da Arquidiocese da Paraíba pelo bem que fez, em seu pastoreio, posso testemunhar-lhe, por experiência, que a renúncia ao governo diocesano não é demérito para nenhum Bispo, por ter completado 75 anos, como no meu caso, ou em razão de enfermidade, como no seu caso. Os Bispos eméritos continuam servindo à Igreja, de muitas maneiras. Motivado para viver a comunhão fraterna e para colaborar na ação evangelizadora, uno-me aos Bispos da Província Eclesiástica da Paraíba, no seu dedicado trabalho pastoral, em suas respectivas Dioceses de Cajazeiras, Campina Grande, Guarabira e Patos.

Vamos viver este tempo de vacância da Arquidiocese da Paraíba com um coração misericordioso, no espírito do Jubileu da Misericórdia.

Assista-me a graça de Deus e me proteja “excelsa Virgem das Neves”, nesta missão de servir, como Jesus!

Guaramiranga (CE), 6 de julho de 2016

Dom Genival Saraiva de França
Administrador Apostólico da Arquidiocese da Paraíba


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