Vida Urbana

Rio do Cabelo sofre com poluição, desmatamento e acúmulo de lixo

A Associação de Moradores de Mangabeira já entrou em contato com a Emlur para resolver a questão da poluição do rio, mas nunca foi atendida



Rizemberg Felipe
Rizemberg Felipe
Além da limpeza no local, a associação pede a poda de árvores e cercas para que o local não fique ainda mais poluído

O rio do Cabelo, localizado no bairro de Mangabeira, está sendo ameaçado por constantes intervenções humanas no local. São casas construídas em área de preservação ambiental, criação de gado, desmatamento e principalmente o depósito de lixo diretamente no curso de água. A Associação de Moradores de Mangabeira já entrou em contato com a Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) para resolver a questão da poluição do rio, mas nunca foi atendida. “Nós já enviamos diversos ofícios, inclusive até diretamente ao secretário, mas nunca tivemos resposta. Precisamos que eles venham fazer a limpeza do rio para pelo menos tentar recuperar”, afirma Paulo Júnior, secretário da Associação dos Moradores. Além da limpeza no local, a associação pede a poda de árvores e cercas para que o local não fique ainda mais poluído.

Um morador, que não quis se identificar, afirma que boa parte da nascente do rio não existe mais por causa da quantidade de lixo no local. Segundo ele, mesmo que a Emlur faça a limpeza, o problema vai permanecer se não houver uma fiscalização que impeça carroceiros de jogar os lixos mais pesados, como caixas de madeira, e até peças de carro no curso do rio. “O ideal seria ter uma campanha educativa para orientar a população a não fazer isso com os rios. Porque acontece a coleta seletiva normal em todas a ruas daqui, mas tem coisa que o carro não leva, né? E essas coisas mais pesadas os moradores pagam para os carroceiros levarem”, afirma.

O aposentado Manoel Santana de Sousa afirma que a população de Mangabeira sofre muito com o mau cheiro do local. “A poluição é muito grande. A região fede bastante por causa desse lixo que tem perto do presídio e nós ficamos muito prejudicados. Mas grande parte disso é culpa do povo que joga lixo no rio”, declara.

A reportagem procurou a Emlur para obter um posicionamento sobre o assunto. A assessoria do órgão informou que a limpeza dos rios de fato é realizada pela Autarquia e que a equipe aquática segue, habitualmente, um cronograma de limpeza que inclui as áreas mais críticas, como o canal do Bessa e o rio Jaguaribe. O rio do Cabelo já foi limpo no início do ano, contudo, a operação já está inserida no calendário do segundo semestre, quando os agentes irão repetir a ação.


Você sabia que o Jornal da Paraíba está no Facebook, Instagram, Youtube e Twitter? Siga-nos por lá. Encontrou algum erro? Entre em contato.