Vida Urbana

Quatro praias da Paraíba ainda têm registros de manchas de óleo

Óleo atingiu mais de 150 praias em todo o Nordeste.




Manchas atingiram o litoral de todos os estados da região nordestina (Foto: Divulgação)

As misteriosas manchas de óleo que atingiram o litoral de toda a região Nordeste ainda podem ser vistas em quatro praias da Paraíba. De acordo com o último balanço do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), divulgado na noite de quinta-feira (10),as áreas paraibanas com registro estão todas localizadas na cidade do Conde. Em toda a região foram mais de 150 praias atingidas,

Segundo o Ibama, na Paraíba as manchas de óleo podem ser vistas nas praias de Tambaba, Gramame, Praia do Amor e Jacumã. No entanto, o instituto destaca que são vestígios esparsos apenas.

Inicialmente o problema atingiu 16 praias em seis cidades. Além do Conde, foram afetadas João Pessoa, Cabedelo, Mataraca, Rio Tinto e Pitimbu. As outras 12 praias já estão limpas e não foram constatados novos registros.

As manchas começaram a aparecer no início de setembro. O estado com maior número de localidades atingidas é o Rio Grande do Norte, com mais de 40 praias na lista. Em alguns estados a fauna também foi atingida, com animais morrendo por conta do problema. Não houve nenhum registro desse tipo na Paraíba.

Pesquisadores dizem que óleo é venezuelano

Análises laboratoriais realizadas por pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Universidade Federal de Sergipe (UFS) em amostras do óleo constataram que o material tem “forte correlação” com produto extraído na Venezuela.

A conclusão dos especialistas é de que o óleo analisado tem correlação com um dos tipos de petróleo produzido no país vizinho. Segundo os pesquisadores, nenhuma das variedades de petróleo produzidas no Brasil apresenta características semelhantes às encontradas nas amostras analisadas. A análise dos pesquisadores é compatível com a análise que a Petrobras fez.

Segundo os acadêmicos, o trabalho em laboratório permite identificar compostos químicos que são como uma espécie de impressão digital ou marca de procedência, pois revelam características físicas e químicas do material que se formam única e exclusivamente no local de onde foi extraído. São os chamados biomarcadores, identificados por meio da geoquímica forense.

Venezuela

A empresa estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) informou na quinta-feira (10) que, até o momento, nenhum de seus clientes ou subsidiárias relatou a ocorrência de vazamento de petróleo de origem venezuelana próximo à costa brasileira.

Em nota, a petrolífera afirma não haver evidências de derramamentos de óleo nos campos de petróleo da Venezuela que possam ter atingido a região Nordeste, causando danos ao ecossistema marinho brasileiro.

“Reiteramos que não recebemos nenhum relatório no qual nossos clientes e/ou subsidiárias relatam uma possível avaria ou vazamento nas proximidades da costa brasileira, cuja distância com nossas instalações de petróleo é de aproximadamente 6.650 km, via marítima”, sustenta a PDVSA.

O ministro do Petróleo da Venezuela, Manuel Quevedo, descartou a hipótese de que a PDVSA ou o Estado venezuelano tenham qualquer responsabilidade pelo petróleo que atinge a costa brasileira.


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