Vida Urbana

Quando o amor por João Pessoa e pela PB fica marcado na pele

Apaixonados pela cidade e pelo estado prestam homenagens com tatuagens.




Apesar de não morar mais em João Pessoa, o empresário André Luiz Maia Bordin não esquece da cidade e dos momentos felizes que passou nela. Apaixonado pelo lugar, que completa 431 anos nesta sexta-feira (5), o paranaense decidiu marcar na pele seu amor, levando consigo um dos principais pontos turísticos da metrópole onde viveu durante cinco anos com a esposa: o Farol do Cabo Branco.

Segundo André, o desenho, que foi escolhido pela beleza do local, reúne elementos que contribuíram para que ele admirasse ainda mais a cidade. "Quis carimbar esses anos que foram muito bons para a gente. Achei que o farol seria uma representação legal, sem ser coqueiro e praia", conta. "Na composição dela tem, ainda, a arte barroca, do Centro Histórico, além da parte do bar, que foi onde a gente fez amigos para a vida toda", acrescenta.

O bar citado por André funciona em Tambaú e foi administrado por ele e pela esposa no período em que o casal morou na cidade, entre 2010 e 2015. De acordo com o empresário, a relação com a capital e a ideia de montar um negócio surgiu após o convite de um primo. "Ele veio passar a lua-de-mel, quis se mudar e me chamou para morar também", lembra. "Como já estava procurando um lugar para montar um bar, conseguimos esse e começamos", explica.

De cerveja em cerveja e de cliente em cliente, o paranaense foi conquistando espaço e o carinho dos pessoenses, bens que continuam sendo preciosos para ele. "João Pessoa deixou de ser só uma localização geográfica e se tornou um coração. A galera adotou a gente, tratou muito bem e, da mesma forma, acho que nesses cinco anos conseguimos colocar um pouco de carinho na cidade", menciona o empresário, que voltou ao Paraná para ficar mais próximo da família e hoje comanda um novo bar na cidade de Maringá.

"Era muito gostoso aproveitar João Pessoa. Embora tenha problemas, como a violência, que no início era mais mascarada e que depois aumentou em outras áreas, era muito bom sair, beber com a galera e curtir a noite", recorda. "A vida cultural aí é muito rica, todo mundo toca, canta, desenha alguma coisa, é muito interessante", finaliza o empresário, que exibe com orgulho no braço a forte conexão com a capital paraibana.

André guarda com carinho momentos que viveu e amigos que fez quando morou em João Pessoa. (Foto: Arquivo Pessoal)

Orgulho das origens

Outro que sempre faz questão de exaltar João Pessoa e a Paraíba como um todo é o professor de História Niltomar de Sousa. Tanto que ele resolveu tatuar no pulso o mapa do estado, cuja fundação também é celebrada neste 5 de agosto, conforme lei estadual. Campinense que se diz metade pessoense, Niltomar conta que o amor pelo estado foi o que o incentivou a seguir a carreira de docente.

"Meu fascínio pela História veio, na verdade, da vontade de conhecer ainda mais a história da Paraíba, porque ficava muito inquieto na adolescência com reportagens nacionais desvalorizando o nosso estado e o Nordeste", revela. "Eu tinha que buscar, de alguma forma, mostrar que aqui existem riquezas culturais e naturais. Então a escolha da minha profissão veio não só para conhecer, mas para ter condições de passar isso para frente, de instigar esse amor", complementa.

Com doze tatuagens espalhadas pelo corpo, ele ressalta que o mapa é uma das mais especiais, principalmente pelo fato de poder usá-lo em explicações durante suas aulas. "É uma tatuagem simples, um contorno, mas para mim tem um significado muito grande, até porque escolhi um lugar no copo onde posso sempre mostrar aos alunos que devemos nos orgulhar das marcas que a nossa terra nos dá", frisa. "Além disso, sempre quando vou em algum lugar e perguntam sobre ela, posso fazer todo esse discurso da mesma forma", conclui.

Professor diz que tatuagem com o mapa da Paraíba é oportunidade de enaltecer o estado. (Foto: Arquivo Pessoal)

Homenagem à cultura

Assim como o professor Niltomar, o advogado Wyktor Lucas Meira se sente feliz por homenagear e reforçar constantemente a admiração por suas raízes nordestinas. Ele tem tatuado no bíceps dois dos símbolos que mais são lembrados pelos brasileiros quando o assunto é Nordeste e – por que não? – a Paraíba: um chapéu de cangaço e a palavra ‘oxe’.

"Eu sempre tive a ideia de fazer algo ligado à cultura do Nordeste, do linguajar", admite ele, que se diverte toda vez que mostra o desenho para as pessoas. "A primeira coisa que falam é ‘oxe’, o que é muito bom, porque já respondem com essa informalidade que eu queria que fosse criada", acrescenta, sem deixar de declarar seu amor por João Pessoa e pela Paraíba.

"Minha ligação é muito forte, acho o estado e a cidade maravilhosos. Tem o calor do povo, as belezas naturais", destaca. "Colegas meus que vêm de fora ficam encantados e dizem que querem vir morar futuramente aqui porque aqui as coisas crescem e ganham visibilidade com simplicidade", opina. 


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