Vida Urbana

Proteção contra arrombamentos de lojas em calçada é irregular, diz secretário

Medida é uma resposta dos lojistas contra os casos de arrombamentos no Centro de Campina Grande.




O secretário de Planejamento de Campina Grande, André Agra, declarou na tarde desta quinta-feira (19) que a instalação de postes de ferros em calçadas de estabelecimentos comerciais, no Centro da cidade, como medida de proteção aos casos de arrombamentos é irregular. A medida, segundo ele, fere o código de postura do município e viola o direito do pedestre no que se refere à acessibilidade. 
 
A proteção contra arrombamentos começou a ser instalada por alguns estabelecimentos comerciais na última quarta-feira (18). A situação chamou atenção da população e um debate sobre a necessidade do reforço da segurança no Centro da cidade foi convocado pelos lojistas, nesta tarde, na sede da Câmara de Dirigentes e Logistas (CDL). “A medida não é correta, porque fere a legislação municipal e ataca também o direito de acessibilidade do pedestre, no entanto, o município não vai punir os lojistas. Entendemos a situação de emergência, mas é preciso buscar uma solução eficaz, não podemos por causa de um problema gerar outro. O caso já está sendo analisado pela secretaria e quem desejar tomar qualquer medida deve comunicar antes ao município”, explicou André Agra. 
 
Ainda de acordo com o secretário, a Prefeitura também vai reforçar a iluminação nas ruas. “O processo de revitalização da iluminação que já existe vai ser acelerado, no sentido de ampliar a quantidade de ruas contempladas no entorno do Centro, e buscaremos também, outras medidas de inibição ao crime, a exemplo da utilização de imagens através das câmeras de segurança que realizam o monitoramento do trânsito”, concluiu. 
 
A lojista Rejania Bezerra disse que os últimos ataques de bandidos no Centro causou pânico as pessoas. “A minha loja não foi atacada, mas a situação deixou todos em alerta. Depois dos arrombamentos a sensação é de insegurança. Posso chegar amanhã para trabalhar e encontrar a loja destruída”, ressaltou. 
 
Durante a reunião na sede da CDL, os lojistas solicitaram a reativação da base da polícia no Centro da cidade, no entanto, o comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar, Lamarck Victor, desconsiderou a possibilidade. “Reativar a base é uma situação muito complicada, porque isso resulta em custos. É preciso manter o local e também oferecer uma boa estrutura. A base não resolve o problema. A polícia precisa trabalhar em movimento, observando a cidade e combatendo a criminalidade. O nosso trabalho é direto nas ruas, a segurança foi reforçada e diversas operações vão ser realizadas durante a madrugada”, comentou.
 
No caso das proteções irregularidades nas calçadas, o município deve encaminhar uma notificação ao proprietário solicitando a correção. 


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