Vida Urbana

Projeto da UEPB busca potencializar horticultura no semiárido paraibano

Estudo sobre irrigação e cultivo de hortaliças está sendo desenvolvido na cidade de Catolé do Rocha.




Ser produtor rural no semiárido paraibano não é tarefa fácil, o clima seco e a pouca incidência de chuvas na região dificultam a agricultura e toda produção que precisa de água pra sobreviver. Diante desse cenário o curso de ciências agrárias da Universidade Estadual da Paraíba  (UEPB) vem desenvolvendo um projeto de pesquisa na cidade de Catolé do Rocha, usando o método de irrigação localizada através do sistema de gotejamento na produção de hortaliças, frutas e verduras na região. A ideia é buscar soluções que possibilitem a agricultura no semiárido.

O estudo está sendo realizado em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e tem apresentado resultados positivos que podem ser usados na agricultura local. Segundo o professor Evandro Franklin, coordenador da pesquisa, o sertão paraibano é uma região difícil de se desenvolver a agricultura, devido às condições do solo e a falta de água. Por isso, o projeto busca testar o método de irrigação através do gotejamento, que mantém o solo sempre úmido, porém gastando pouca quantidade de água e diminuindo a evaporação no solo.

Segundo o professor Evandro, nos últimos três anos a quantidade de chuvas na região de Catolé do Rocha foi de 600 milímetros ao ano, enquanto a evaporação seguiu em 3 mil milímetros ao ano, cerca de 5 vezes o valor da precipitação. Esses dados mostram que a agricultura no local enfrenta grandes problemas devido à rápida evaporação da água do solo e ao clima seco e árido.

Ainda segundo o professor, o método de irrigação através do gotejamento tem conseguido driblar esses problemas e alcançado resultados positivos. Os números da pesquisa mostram que o cultivo de hortifruti monitorado pelo projeto superou números nacionais e regionais em relação ao cultivo através da irrigação por gotejamento.

O projeto existe desde 2013 e já foram cultivados quiabo, alface, tomate e abobrinha. Após o ciclo de cultivo dos alimentos, os pesquisadores fazem análises do solo para avaliar sou houve mudança na fertilização natural.

Segundo o Evandro Franklin, a ideia principal do projeto é desenvolver métodos que possibilitem a agricultura na região do semiárido paraibano, região que devido à seca dos últimos anos perdeu espaço na agricultura local. “A gente conversa com muitos agricultores da região, eles querem continuar plantando, tirando o sustento da terra e o projeto vem pra que haja a manutenção da agricultura no semiárido, para que eles possam se manter trabalhando com o que gostam. E para haver essa manutenção da agricultura regional”, enfatizou.

* Sob supervisão de Aline Oliveira


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