Vida Urbana

Professores da rede privada ameaçam parar

Será realizada assembleia nesta quinta-feira (26), professores pedem reajuste de 15% e planejam paralisação caso não haja acordo.




Os professores da rede privada podem entrar em greve ainda esta semana. Hoje, a categoria se reúne em negociação com a classe patronal e já amanhã realiza assembleia geral para deliberar sobre o resultado desse primeiro encontro. Mais de 120 mil alunos ficam sem aulas amanhã em virtude da assembleia.

Conforme o coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Privado da Paraíba (Sinteenp), José Avenzoar Arruda, se não houver acordo esta semana a greve será deflagrada. Caravanas de profissionais do interior do Estado devem vir a João Pessoa acompanhar as negociações.

“A disposição dos professores é concentrar força na capital e parar as instituições de ensino superior, pois são essas que estão criando as maiores dificuldades para a negociação. A intransigência do sindicato patronal em debater os assuntos de interesse dos trabalhadores está dificultando as negociações. Se não houver acordo nas próximas duas reuniões, vamos propor a paralisação da categoria durante a assembleia”, afirmou Avenzoar.

Ainda segundo ele, a categoria pede um reajuste de 15%, enquanto a classe patronal pretende oferecer um aumento de 4%, abaixo do valor da inflação no ano passado, que fechou em 6,36%. Outro ponto de discordância entre a categoria e a classe patronal seria o direto dos filhos dos funcionários de estudar gratuitamente nas escolas, ou com um desconto de pelo menos 70%.

Embora reconheça a dificuldade em se estabelecer um acordo com os professores, o presidente do Sindicato das Escolas Particulares da Paraíba (Sinep-PB), Odésio Medeiros, afirmou que as negociações estão avançadas e que espera um desfecho para o impasse hoje mesmo.

“Já acordamos com várias cláusulas propostas por eles, mas têm algumas, de cunho econômico, que não podemos atender.Como exemplo o reajuste de 15%. Vamos propor o valor da inflação do período (6,36%)”, declarou Odésio.

O presidente do Sinep-PB disse, ainda, que algumas clásulas (referente ao Ensino Superior) acordadas entre os dois grupos, há mais de 15 anos, também precisam ser “adequadas” à realidade de hoje. “O Ministério da Educação (MEC) estabeleceu novos critérios que as instituições precisam cumprir e que possuem maior ônus”, completou.
 


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