Vida Urbana

População, políticos e religiosos acompanham velório de Dom Marcelo em JP

Corpo será sepultado às 16h, na Catedral de Nossa Senhora das Neves.



Artur Ferraz
Artur Ferraz
População fez fila para reverenciar o arcebispo emérito na Catedral de Nossa Senhora das Neves

Dezenas de pessoas movimentaram a Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves, no Centro de João Pessoa, na manhã desta segunda-feira (27), para o velório do arcebispo emérito da Paraíba, Dom Marcelo Pinto Carvalheira. Além da população, políticos e nomes importantes da Igreja Católica do Estado estiveram na solenidade para reverenciar o religioso, morto no sábado (25), no Recife.

Depois de ser velado em Pernambuco e em Guarabira, no Agreste, o corpo chegou à capital paraibana por volta das 9h30 desta segunda. O Administrador Apostólico da Arquidiocese da Paraíba, Dom Genival Saraiva, fez uma oração com os fiéis em frente ao altar, onde foi colocado o caixão. 
 
O corpo permanece no local até a missa de corpo presente, prevista para as 16h. Após a celebração, Dom Marcelo será sepultado dentro da catedral, perto da entrada e junto ao túmulo de Dom Epaminondas. Para o Administrador Apostólico, Dom Genival, é preciso que se lembre não apenas o legado, mas a missão evangelizadora exercida por ele ao longo da vida.
 
"O seu lema era uma palavra apenas, ‘Evangelizare’. Quer dizer, levar o anúncio de Jesus Cristo às pessoas. E essa é a compreensão que o povo tem em relação a Dom Marcelo. Ele não exerceu o seu ministério para que assim fosse identificado. Ele fez isso em razão da consciência que tinha da missão de evangelizar. Se hoje temos tristeza, o mais eloquente foi sua existência de servir a Deus, à Igreja e ao próximo", afirmou.
 
Dom Genival fez oração com fiéis na basílica na manhã desta segunda-feira (27)
 
Também esteve presente o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), que destacou a humildade e a simplicidade do arcebispo emérito. "Ele deixa um legado de muita paz, um cidadão extremamente simples. Teve a sabedoria de aproximar a Igreja do povo, principalmente da população mais pobre. Preservou muito o diálogo e a harmonia. Ele soube cuidar das pessoas", declarou.
 
Já o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) recordou a relação que desenvolveu com o religioso enquanto esteve à frente do governo estadual. "Tivemos um relacionamento institucional tão bom que nos tornamos amigos. Mesmo depois de ter saído da arquidiocese, tínhamos contato até que a doença foi se agravando. Era um homem extraordinário, de uma fé inabalável. Trabalhou a vida inteira pelos mais pobres, pela liberdade e pela justiça", ressaltou.
 
Na fila que se formava desde a entrada da basílica, os fiéis lembravam o trabalho de Dom Marcelo. A funcionária pública Elisa Rodrigues da Silva disse que acompanhou toda a trajetória dele na Paraíba. "Tive a oportunidade de participar de uma reciclagem em Lagoa Seca e senti o carisma dele, a simplicidade, a ternura. Transmitia muita paz e conhecimento para a gente", recorda. 


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