Vida Urbana

Polícias desvendam 55 homicídios de mulheres

Dados são da Secretaria de Segurança e Defesa Social do Estado (Seds)




No primeiro semestre deste ano, 80 mulheres foram assassinadas na Paraíba, de acordo com registros da Secretaria de Segurança e Defesa Social do Estado (Seds). Do total de homicídios, latrocínios e lesão corporal seguida de morte praticados contra mulheres no Estado, 68% dos casos, ou seja, 55 assassinatos, foram elucidados devido ao trabalho integrado das Polícias Civil e Militar da Paraíba.

Conforme levantamento da Seds, dos 55 casos elucidados, em 21 registros o autor do crime já foi identificado e em 34 casos o autor do assassinato foi detido. Ainda conforme a Seds, no primeiro semestre deste ano, não houve registro de homicídios de mulheres em 195 municípios paraibanos.

Entre os assassinatos praticados contra mulheres na Paraíba, 29 ocorreram em João Pessoa. Segundo a Seds, o envolvimento das vítimas com a criminalidade motivou a maioria das mortes na capital. Os registros mostram que dos 29 homicídios de mulheres ocorridos este ano na cidade, apenas seis foram motivados por violência doméstica.

Conforme o secretário Cláudio Lima, além de investir no trabalho repressivo, a Seds tem empregado esforço em ações de prevenção, com o objetivo de reduzir os homicídios motivados por violência doméstica, a exemplo dos passionais. Para isso há uma articulação entre a Seds e as Secretarias da Mulher e do Desenvolvimento Humano.

Para Irene Marinheiro, coordenadora do Centro da Mulher 8 de Março, o número de elucidação dos crimes motivados por violência doméstica ainda é muito baixo. “Somente em 10% dos casos de violência doméstica, o autor foi preso e está respondendo a processo. Nestes casos é mais fácil identificar o autor do crime, porque normalmente é o marido, ex-marido, namorado ou ex-namorado, porém em pouquíssimos casos esses criminosos estão presos. Nestes casos a Justiça ainda caminha a passos lentos", disse Irene Marinheiro.

Na Paraíba, existem Delegacias de Mulher em Campina Grande, Guarabira, Patos, Sousa, Cajazeiras, Cabedelo, Bayeux, Santa Rita e João Pessoa. Na capital, a unidade especializada, a terceira mais antiga do país, funciona 24 horas.


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