Vida Urbana

Paraíba tem a 4ª maior queda da renda média per capita domiciliar do país, aponta IBGE

Pesquisa também aponta diferença entre homens e mulheres, pretos e brancos.




Foto: Divulgação

O rendimento médio mensal real domiciliar per capita das pessoas residentes na Paraíba sofreu redução de 4,6% no comparativo entre 2018 e 2017. Este é o quarto pior resultado do país, ficando à frente apenas do Amapá (- 8,8%), Amazonas (-8,5%), Bahia (-4,9%) e Distrito Federal (-4,7%). Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira (16).

O rendimento domiciliar per capita é calculado dividindo os rendimentos domiciliares pelo total de moradores. São considerados os rendimentos de trabalho e de outras fontes de todos os moradores, inclusive os pensionistas, empregados domésticos e parentes dos empregados domésticos.

Ainda conforme a pesquisa, a Paraíba também obteve o quarto pior resultado quanto ao rendimento médio mensal real da população residente na Paraíba, com rendimento, a preços médios do último ano. A renda média dos moradores no estado caiu de R$ 1.534 (2017) para R$ 1.475 (2018), uma redução de 3,8%. Quando a fonte da renda é a aposentadoria, a redução foi ainda mais drástica, registrada em -6,8%, o segundo pior resultado, empatado com o Distrito Federal, mas em situação melhor apenas do que o estado do Tocantins (-8,9%).

Homens brancos ainda ganham mais

Enquanto o rendimento médio mensal real de todos os trabalhos foi de R$ 1.565 em 2018, a desagregação desse indicador, por sexo, mostrou estimativas de R$ 1.643 para os homens e de R$ 1.449 para as mulheres, na Paraíba, indicando que a proporção do rendimento das mulheres em relação ao dos homens era de 0,88%.

O rendimento médio mensal real de todos os trabalhos das pessoas brancas (R$ 2.120) era maior que os rendimentos observados para as pessoas pardas (R$ 1.285) e pretas (R$ 1.389). As pessoas de cor branca apresentaram rendimentos 0,66% superiores às pessoas de cor preta, enquanto as pardas e pretas receberam rendimentos 0,61% inferiores, em 2018.

Programas de transferências

No Brasil, 13,7% dos domicílios particulares permanentes recebiam, em 2018, dinheiro referente ao Programa Bolsa Família. Na Paraíba, o percentual em 2018 ficou em 29,9%, menos do que nos anos anteriores, quando a proporção de domicílios beneficiados com o Bolsa Família era de 31,1% (2017) e 32,6% (2016). A renda média desses beneficiados ficou em R$ 313, em 2018. No ano anterior a média era R$ 331.

Já o Benefício de Prestação Continuada (BPC) houve aumento no comparativo entre 2018 e 2017. No ano passado o benefício era recebido por 6,2% dos domicílios da Paraíba. Em 2017, o percentual era de 6%. A renda média desses beneficiados ficou em R$ 689, em 2018. No ano anterior a média era R$ 620.

O acesso a serviços básicos nos domicílios que recebiam algum programa também era diferente daqueles que não recebiam. Entre aqueles com o Bolsa família, 74,9% tinham abastecimento de água de rede geral; 46,3% tinham esgotamento sanitário com rede geral ou fossa séptica ligada a rede geral; 80,4% tinham coleta de lixo. O mesmo comportamento foi verificado em relação à posse de bens. Entre os domicílios que recebiam o Programa Bolsa Família, 96,8% possuíam geladeira; 20,3% máquina de lavar; e 11,7% computador.

 


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