Vida Urbana

Novo suspeito confessa participação na morte de empresária em Campina Grande

Polícia investiga a participação de uma terceira pessoa na ação que resultou na morte de Célia Cirne.



Diego Almeida
Diego Almeida
Empresária foi morta no dia 24 de dezembro, ao sair do estacionamento de uma loja no Centro de Campina Grande

O suspeito preso na segunda-feira (9), como sendo o condutor da motocicleta usada na ação que resultou na morte da empresária Célia Cirne, em Campina Grande, confessou ter participado do crime. A informação foi divulgada pela Polícia Civil (PC), na manhã desta terça-feira (10), durante coletiva de imprensa, na Central de Polícia, no bairro do Catolé. O preso que foi liberado, também na segunda-feira, segue sendo investigado como suspeito.

De acordo com o delegado titular da Delegacia de Roubos e Furtos, Cristiano Santana, a prisão do segundo suspeito, identificado como Tiago Henriques de Lima, 26 anos, ocorreu no bairro da liberdade, na casa onde ele morava. Com o suspeito, também foi apreendida a roupa usada por ele no dia do crime, uma calça jeans, um tênis, uma corrente e uma pulseira. "Não ofereceu qualquer resistência e essa prisão se deu em cumprimento de um mandado de prisão preventiva", disse

O delegado também explicou como foi o trabalho realizado para que o suspeito fosse identificado e preso e disse que agora investiga-se a participação de uma terceira pessoa como suspeita do crime."A gente trabalhou, por várias horas, com as câmeras de segurança, tentando captar o que aconteceu antes dos fatos. Chegamos até pessoas que estavam no local do ocorrido e através dos depoimentos, conseguimos prender Tiago", pontuou.

Além disso, a polícia também investiga se houve a participação de pessoas que tenham repassado informações privilegiadas sobre a empresária, Célia Cirne. "Temos que ter o maior cuidado, em poder reservar essas provas que vem chegando à delegacia. A investigação é complexa e pode acontecer a terceira identificação e outros envolvidos. É importante saber se houve uma pessoa que passou informações sobre o cotidiano da vítima, para identificar e punir essa pessoa", disse Cristiano Santana.

Com relação ao primeiro suspeito, Bruno Franklyn, que havia sido preso em 28 de dezembro, o delegado esclareceu que ele continua sendo investigado, mas não há detalhes da participação dele no crime. “É importante dizer que Bruno foi reconhecido por duas testemunhas. O inquérito ainda não está concluído. As pessoas que reconheceram Bruno vão ser convocadas para fazer um novo reconhecimento.”, finalizou o delegado.

Empresária foi morta após se assustar e acelerar o carro

A empresária Célia Márcia Santos Cirne, foi morta na tarde do dia 24 de dezembro, quando saía de um estacionamento de uma loja no Centro da cidade e foi abordada por um homem armado. Conforme os levantamentos realizados pela Polícia Civil (PC), a vítima teria se assutado e o suspeito entendeu que seria uma reação e atirou no vidro do carro, acertando a cabeça da empresária.