Vida Urbana


MPT identifica risco à saúde pública em sete hospitais

Promotora diz que em um deles foram encontrados copa e colchões até mesmo na área de esterilização.




Sete hospitais públicos de Campina Grande e Queimadas, no agreste da Paraíba, apresentaram irregularidades que representam riscos à saúde de pacientes e trabalhadores durante uma fiscalização feita pelo Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB). O relatório do trabalho foi divulgado nesta sexta-feira (13).
 
A fiscalização foi realizada durante a primeira semana deste mês.“Para se ter ideia, em um dos hospitais foi constatada a existência de copa e colchões até mesmo na área de esterilização”, revelou a Procuradora do Ministério Público do Trabalho Myllena Alencar. 
 
As principais irregularidades encontradas nos hospitais foram a ausência do controle ativo de imunização nos trabalhadores, condições sanitárias impróprias, funcionários sem uso de EPIs [Equipamentos de Proteção Individual], extintores vencidos, instalações elétricas precárias, seringas descartadas irregularmente, copas em áreas de risco biológico [infectadas], entre outras.
 
Segundo Myllena Alencar, o objetivo da fiscalização foi diagnosticar a realidade das condições de trabalho de funcionários nos hospitais . “Essa foi uma etapa preliminar de diagnóstico, a fim conhecer a realidade das condições de trabalho nos hospitais públicos. A partir dos dados colhidos, serão feitos os encaminhamentos em relatórios para cada unidade”, disse.  

Segundo a procuradora, vão ser instalados inquéritos para apurar as irregularidades nas unidades. “Serão instaurados inquéritos civis em face dos locais fiscalizados, a fim de restabelecer a ordem jurídica trabalhista desrespeitada, sobretudo, em cumprimento das normas de saúde e segurança do trabalho nos serviços de saúde”, informou.

As unidades apontadas com irregularidades pela fiscalização foram: o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande; Hospital da Criança e do Adolescente; Hospital Dr. Edgley; Hospital Pedro I; Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA); Hospital Universitário Alcides Carneiro e o Hospital Regional de Queimadas.

O diretor do Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, Geraldo Medeiros, informou que a unidade ainda não recebeu o ofício com as mudanças que precisam ser feitas e foram sugeridas pelo MPT, mas de antemão explicou que pretende cumprir todas as exigências.

A Secretaria de Saúde de Campina Grande, responsável pelos hospitais da Criança e do Adolescente, Dr. Edgley, Pedro I e pelo Isea, informou que também não teve acesso ao relatório com as mudanças, mas que assim que as unidades forem notificadas, vão fazer as reformas e mudanças necessárias.

O Hospital Regional de Queimadas disse que também está aguardando ser notificado para poder analisar o relatório e assim fazer todos os ajustes.