Vida Urbana


MP pediu que mãe perdesse guarda da criança que deu à luz abusada pelo padrasto

Justiça expediu mandado de prisão preventiva contra o suspeito. 




 A mãe da criança de 11 anos que deu a luz após ser abusada pelo padastro pode perder a guarda da menor. Segundo o procurador da Infância e da Juventude Alley Escorel, a menina estava aterrorizada e ainda era forçada a trabalhar.

De acordo com o promotor, o Ministério Público entrou com a ação ainda em julho pedindo que a mãe da criança perdesse a guarda da menina. "A ação foi baseada em um estudo psicosocial que dizia que a menina estava aterrorizada, com medo que o padastro pudesse voltar para casa", disse.
 
Além disso, segundo Alley Escorel a mãe da menina foi negligente. A menor não fez o pré-natal e a mãe a colocava para fazer trabalhos domésticos.
 
 
Devido à possibilidade de retorno do padastro e de que a menina sofresse mais algum tipo de violência durante a gestação, a menina passou aos cuidados do Conselho Tutelar e de uma ONG. "A criança passou os últimos meses de gravidez já na casa de acolhimento e não há um prazo definido para sua continuidade no abrigo. O Ministério Público entende que a mãe não pode ter a guarda dela no momento", afirmou o promotor.
 
Segundo o juiz Adhailton Lacet Porto, da Vara da Infância e da Juventude da Capital, o bebê passa bem e a criança que teve complicações durante o parto ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva e recebeu alta nesta terça-feira (12). Ainda de acordo com Lacet, o padastro, suspeito de violentar a enteada, fugiu logo após a gravidez ser descoberta e está foragido.
 
Na tarde desta terça-feira (12), a 3ª Vara Regional de Mangabeira expediu um mandado de prisão preventiva contra o suspeito, de acordo com a delegada da Infância e Juventude, Joana D'arc. A polícia está em busca do padrasto para que a decisão judicial seja cumprida. 
 
Atualizada às 20h21.