Vida Urbana


Grupo de extermínio foi contratado para matar Ivanildo Viana, diz polícia

Cinco pessoas foram presas nesta terça-feira (29), suspeitas de participação no crime.




Tiago Bernardino
Tiago Bernardino
Informações foram repassadas pela Polícia Civil durante coletiva de imprensa

Um grupo de extermínio foi contratado para executar o homicídio do radialista Ivanildo Viana em fevereiro de 2015, às margens da BR-101, em Santa Rita. A informação foi divulgada durante coletiva de imprensa realizada pela Polícia Civil na tarde desta terça-feira (29).

Conforme a polícia, cinco pessoas foram presas pela manhã, suspeitas de envolvimento no assassinato. Outras duas já estavam detidas por outros crimes.

Entre os apontados como participantes do homicídio do radialista estão os ex-policiais militares Arnóbio Gomes Fernandes, Erivaldo Batista Dias, Olinaldo Vitorino Marques; além dos suspeitos de execução Eliomar de Brito Coutinho, conhecido como Má; Francisco das Chagas Araújo de Farias, conhecido como Cariri; Valmir Ferreira da Costa, conhecido como Cobra; e Célio Martins Pereira Filho, conhecido como Pé.

Na coletiva de imprensa, o delegado do Núcleo de Homicídios de Santa Rita, Carlos Othon, informou que Arnóbio, também ex-político de Bayeux, teria sido o responsável por entrar em contato com os outros suspeitos para contratar os assassinos. 

O delegado detalhou, ainda, que na noite do crime a vítima foi perseguida desde que saiu da rádio, em Santa Rita, por um Gol branco e uma moto Honda Fun vermelha. O carro pertencia a Andrea da Silva Pontes, esposa de Cobra, e a moto seria de um dos suspeitos. "Recebemos uma denúncia através do 190 de que o crime foi encomendado por Arnóbio por telefone e que custou R$ 75 mil", revelou.

A investigação teria partido de imagens de câmeras de segurança e o mandante do crime não foi identificado até o momento.

De acordo com o delegado, parte do crime foi solucionado também por meio de Eliomar de Brito Coutinho, que, além do homicídio do radialista, está envolvido no assassinato da diretora do presídio de Ingá. No caso do assassinato da diretora, a polícia apreendeu com Eliomar uma arma calibre 9 mm que acredita ter sido usada no crime.