Vida Urbana


Velório de Dom José Maria Pires começa nesta segunda em MG

Ainda nao existe definição sobre velório em João Pessoa. Arcebispo morreu no domingo (27).




O velório do arcebispo emérito da Paraíba Dom José Maria Pires, que morreu no domingo (27), começa na manhã desta segunda-feira (28) em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. De acordo com arquidiocese da capital mineira, a cerimônia acontece a partir das 9h na Paraóquia Nossa Senhora das Dores, no bairro Floresta.

Ainda não existe definição sobre velório em João Pessoa. A Arquidiocese da Paraíba informou no começo da manhã que o arcebispo Dom Manoel Delson cancelou toda a agenda do dia para tratar dessa questão com a Arquidiocese de Belo Horizonte.

Dom José Maria Pires morreu na capital mineira, onde residia. Ele estava internado em um hospital para o tratamento de uma pneumonia. O religioso foi levado para a unidade de saúde após participar de uma celebração. Por conta disso, de acordo com a Arquidiocese, a Igreja considera que ele faleceu trabalhando.

>>Dom José, Dom Pelé, Dom Zumbi: não há outro como ele

“Dom José foi um dos catequistas mais ativos e humildes à frente do seu rebanho, e que soube impor a sua voz, sempre que necessário, em defesa dos menos favorecidos. O ‘Dom Pelé’, como ficou carinhosamente conhecido, faz a sua passagem deixando em nós o exemplo de como ser Igreja, de como estar à frente do Povo de Deus. Descanse em paz, Dom José! Temos a certeza de que, crentes na ressurreição, ao lado do Pai, o senhor agora vai abençoar do Céu todos os que fazem a Arquidiocese da Paraíba”, disse o arcebispo Dom Manoel Delson.

Dom José nasceu em Conceição do Mato Dentro, em Minas Gerais, em 15 de março de 1919 e foi o quarto arcebispo da Paraíba. O arcebispo emérito entrou no seminário aos 14 anos e ordenou-se padre aos 22 anos, em Diamantina. Sua ordenação a bispo veio em 1957, e a arcebispo, em 1966. Ele renunciou ao cargo em 1995, a partir de quando passou a figurar como arcebispo emérito.

Próximo de Dom Hélder Câmara, Dom José foi um símbolo da resistência ao governo militar. Teve também participação valiosa nos conflitos pela terra na Paraíba, ao defender camponeses.

Participante ativo da luta pelos direitos dos negros, em 2013, publicou o livro “A cultura religiosa afro-brasileira e seu impacto na cultura universitária”. Quando se tornou emérito, voltou a ser pároco de Córregos e Santo Antônio do Norte, no Vale do Jequitinhonha, onde se dedicou também a um projeto de geração de renda para centenas de famílias carentes dessa região. Nos últimos anos, residia na Arquidiocese de Belo Horizonte.