Vida Urbana


Justiça manda soltar suspeito de matar namorada com tiro

Luanna Alverga foi assassinada durante uma festa no bairro do Roger, em João Pessoa, no dia 23 de julho.




O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) expediu nesta terça-feira (15) um alvará de soltura para Yuri Ramos Coutinho Nóbrega. Ele é suspeito de matar a namorada, Luanna Alverga, com um tiro espingarda na cabeça durante uma festa em João Pessoa, no dia 23 de julho. A informação foi confirmada pela assessoria do órgão.

O alvará foi expedido pela juíza Franciluci Rejane Souza Mota, do 2º Tribunal do Júri. Yuri Nóbrega se apresentou à Polícia Civil e confessou ter cometido o crime, mas defendeu que o tiro foi acidental e que achou que a espingarda calibre 22 estava sem munição. Yuri cumpria prisão preventiva desde que confessou o crime

O crime aconteceu durante uma festa na casa da família de Yuri, no bairro do Roger, em João Pessoa. Ele assumiu ser o autor do tiro que atingiu a namorada, no entanto disse que ele ocorreu de forma acidental.

Os parentes de Yuri contaram que em um momento da festa o casal se afastou e foi para um quarto que fica nos fundos da casa. Eles disseram que não ouviram nenhum tipo de discussão ou briga, apenas um disparo . Em seguida, o jovem chegou correndo, chorando e informado que tinha acontecido um acidente. Yuri deu essa mesma versão em depoimento à Polícia Civil.

A reconstituição da morte da aconteceu no dia 2 de agosto, e contou com a participação do suspeito do crime, acompanhado do advogado dele, Abraão Beltrão. O perito criminal responsável pelo setor de Reproduções Simuladas, Herbet Boson, explicou que a fase foi de recolhimento de material. “A gente pegou a versão de Yuri e a segunda etapa é pegar todos os laudos produzidos - de local de crime, balística e IML - e confrontar com essa versão”, comentou.

Denúncia do MPPB

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) denunciou Yuri no último dia 7. Na denúncia, o promotor Justiça titular do Júri da Capital Marcus Antonius da Silva Leite pediu a prisão dele e requeriu os laudos da perícia do corpo, do local do crime, toxicológico e de reconstituição. O processo foi distribuído para o 2º Tribunal do Júri da Capital e segue para a juíza titular dar continuidade ao processo.