Vida Urbana

Problemas na transposição podem levar Campina Grande de volta ao racionamento

Cagepa disse que se houver redução na vazão, um novo sistema de rodízio será implantado.




Josusmar Barbosa
Josusmar Barbosa

O anúncio feito pelo Governo do Estado de que o racionamento de água será encerrado em Campina Grande a partir do dia 26 de agosto não traz uma total segurança hídrica para a cidade e o outros 19 municípios abastecidos pelo açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão. Acontece que a decisão tomada para encerrar o atual modelo de abastecimento na cidade foi baseada nas projeções feitas pela Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), de recarga vindas através da transposição.

Se houver uma redução na vazão e o consumo começar a ser maior que o aporte de água, chegando a reduzir a volume a um patamar inferior a 8,2%, a Cagepa não descarta retornar ao sistema de racionamento na cidade. “A água é um produto finito e se houver algum problema na Transposição, poderemos voltar ao racionamento”, revelou o presidente da Cagepa, Hélio Cunha Lima.
 

De acordo com o gerente regional da Cagepa, Ronaldo Menezes, três aspectos operacionais também foram observados para o fim do racionamento, entre eles a qualidade da água, as dificuldades para chegar água em locais mais altos e a possibilidade de rompimentos na rede.
 

Em relação à diminuição na quantidade de água chegando no açude de Boqueirão, o Governo do Estado disse que o maior consumo de água por irrigação está acontecendo na área da bacia do açude, onde a fiscalização não é de competência dos órgãos estaduais e sim da Agência Nacional das Águas (ANA).

 Atualmente, o volume de acumulação de água no açude de Boqueirão é de 32,48 milhões de metros cúbicos. O manancial tem capacidade para 411 milhões de metros cúbicos.