Vida Urbana

Laudo descarta tiro acidental em caso de jovem morta pelo namorado

Resultado da perícia é diferente da versão contada pelo acusado do crime.




Reprodução/TV Cabo Branco
Reprodução/TV Cabo Branco
Luanna foi morta com um tiro na cabeça durante uma festa na casa do namorado

O tiro que matou a jovem Luanna Alverga, de 20 anos, naõ aconteceu de forma acidental. A conclusão é do laudo criminalístico do Instituto de Polícia Científica (IPC). O resultado foi divulgado na terça-feira (8) e contradiz a versão de Yuri Ramos Coutinho Nóbrega, namorado dela e e responsável pelo crime, que alega ter efetuado o disparo de forma involuntária.

Luanna Alverga foi morta no dia 23 de julho. O crime aconteceu na casa de famíliares de Yuri, no bairro do Roger, em João Pessoa, onde acontecia uma festa. Ela foi atingida com um tiro na cabeça.

De acordo com o gerente operacional de Criminalística do IPC, Marcelo Burity, o laudo divulgado nesta terça-feira abrange apenas a perícia realizada no local do crime.“A perícia investigou se a arma disparava sozinha. Então o tiro não foi acidental no sentido de que o gatilho foi apertado. A investigação ainda vai avaliar a motivação”, explicou o perito.

O laudo também concluiu que a distância entre a cabeça de Luanna e a ponta do cano da arma foi de 50 centímetros, considerada uma curta distância.

O advogado de Yuri, Abraão Beltrão, disse que ainda não teve acesso ao laudo, mas destacou que a defesa alega tiro involuntário. “O tiro acidental, em criminalística, é aquele em que não há ação humana. A falha de uma arma, por exemplo. Mas é claro que ele pegou a espingarda, que ele manuseou. Mas ele não tinha a intenção de matar a menina”, declarou.

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) apresentou denúncia por homicídio contra Yuri Ramos na segunda-feira (7). O promotor de Justiça titular do Júri da Capital Marcus Antonius da Silva Leite pediu a manutenção da prisão de Yuri Ramos e requeriu os laudos da perícia do corpo, do local do crime, toxicológico e de reconstituição. O processo foi distribuído para o 2º Tribunal do Júri da Capital e segue para a juíza titular dar continuidade ao processo.

A promotoria também denunciou Ricardo Sérgio Coutinho Nóbrega, tio de Yuri e dono da espingarda usada no crime. Ele é acusado de posse ilegal de arma.