Vida Urbana


Polícia Civil investiga golpe do bilhete premiado em Campina Grande

Às vítimas são em sua maioria, mulheres com idades acima de 70 anos. 




Epitácio Germano
Epitácio Germano
Criminosos agem em grupo como ganhadores de um prêmio milionário da loteria e enganam as vítimas, sacando o dinheiro de suas contas

A Polícia Civil de Campina Grande através da delegacia de Defraudações e Falsificações de revelou que o golpe do bilhete premiado já gerou um prejuízo que chega a R$ 158 mil na cidade. Às vítimas são em sua maioria, mulheres idosas. Já foram abertos 11 inquéritos para investigar o golpe e as 11 vítimas dos golpistas perderam valores que variavam entre R$ 2mil até R$ 40 mil. 

De acordo com a investigação, os criminosos agem em grupo como ganhadores de um prêmio milionário da loteria e enganam as vítimas, sacando o dinheiro de suas contas bancárias e pegando informações de cartões de crédito para realização de compras. Os idosos que não tinham dinheiro na conta, eram induzidos a fazer empréstimos. 
 
A investigação em curso é realizada há sete meses com base na instauração de 11 inquéritos. A Polícia Civil informou durante uma coletiva de imprensa, realizada na manhã desta quinta-feira (20) na Central de Polícia, que o golpe acontecia desde 2016.
 
Segundo a polícia, o primeiro golpe foi aplicado em 27 de dezembro de 2016 e o último em 13 de julho deste ano. A maioria dos casos foram registrados no bairro Prata em Campina Grande, onde existem muitas clínicas médicas. O grupo suspeito é formado por seis pessoas. 
 
De acordo com a delegada de defraudações e falsificações Suelane Guimarães, o grupo agia de maneira articulada e os alvos eram todos mulheres, sozinhas, com idade entre 65 e 70 anos, que eram abordadas nas proximidades de clínicas ou postos de saúde.
 
O golpe acontecia quando o grupo encontrava uma vítima dentro do perfil e realizavam a abordagem da vítima. Geralmente um senhor ou senhora com roupas humildes e demonstrando ser analfabeto, se aproximava do alvo e dizia ter um bilhete de loteria e pedia ajuda para retirar o prêmio. Em seguida uma terceira pessoa aparecia bem vestida e dizendo ser advogada oferecia ajuda, informando à vítima que precisava que ela fosse testemunha. 
 
O suposto advogado então fazia uma falsa ligação, confirmando que o bilhete era de fato premiado e envolvia à vítima em uma situação onde ela era induzida a sacar um valor em dinheiro em uma agência bancária e passava para o primeiro golpista, com a promessa de que seria recompensada com o prêmio do bilhete. Para comprovar sua idoneidade, o suposto advogado também apresentava uma quantia em dinheiro para "ajudar" o primeiro golpista, que estava de posse do "bilhete premiado".
 
Depois o grupo deixava as vítimas em casa. Além do valor em dinheiro os golpistas levavam os cartões das vítimas e faziam compras de perfumes e bebidas importadas. O prejuízo das 11 vítimas somadas chega a R$ 158 mil. 
 
A Polícia Civil orienta a população para que não caia nesse tipo de golpe, que também já foi registrado em João Pessoa e Recife e ainda pede a população que usem o telefone 197 para denunciar os golpistas, caso alguém tenha informações, ou saiba de alguém que se apresente com alguma proposta semelhante. Todos os golpistas envolvidos no esquema estão sendo procurados.