Vida Urbana

Segunda fase da 'Operação Orange' identifica outras oito empresas falsas

Outras duas pessoas foram presas na segunda fase da operação.




As empresas envolvidas no esquema criminoso de fraude fiscal, desarticulado pela Operação Orange no último dia 11 deste mês, serão investigadas por possível participação em fraude de licitações com o poder público.

A informação foi revelada na manhã desta segunda-feira⁠⁠⁠⁠ (17) em uma coletiva realizada no prédio da Central de Polícia, em João Pessoa. Na primeira fase da operação foram identificadas 13 empresas de fachada e agora outras oito, somando 21 empresas falsas que participavam do esquema fraudulento. 

Na segunda fase da Operação Orange, foram cumpridos mandados de condução coercitiva e de apreensão em residências dos dois suspeitos de envolvimento com o esquema.

Os presos na segunda fase foram Gerlânia Carneiro Ribeiro, ex-esposa do principal alvo, Wellington de Sá Sousa, e José Raimundo da Silva, este último preso em Sapé, entre os dias 14 e 15.

"O grupo agia em conjunto, eram pessoas que se conheciam, algumas delas foram utilizadas como 'testa de ferro' ou tiveram seus dados utilizados para a confecção de uma identidade falsa, mas a grande maioria tinha conhecimento, participava de alguma forma, contribuiam ativamente, seja conseguindo terceiros para colocar a empresa no nome, auxiliando na produção dos documentos ou mesmo divulgando as empresas laranja, comercializando as notas para terceiros", disse a delegada Daniela Vicuna. 

Todas as pessoas presas na operação responderão po crime tributário, falsificação de documentos, uso de documentos falsos, falsidade ideologica e formação de quadrilha. 

"O crime basicamente era venda de notas fiscais falsas para terceiros, porque a empresa não existe, o sócio é fictício e eu posso emitir milhões em notas fiscais falsas", disse a delegada, acrescentando que também está sendo investigada a possibilidade dessas empresas falsas terem irregularmente participado de processos de licitação com o poder público. 

Operação Orange

A primeira fase da Operação Orange foi realizada pela Delegacia de Crimes Contra a Ordem Tributária, Promotoria de Justiça de Crimes Contra a Ordem Tributária - MP/PB e Secretaria de Estado da Receita em João Pessoa e Bayeux, na Região Metropolitana da capital.

Nove mandados de prisão preventiva e 13 mandados exclusivos de busca e apreensão foram realizados. Os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram cumpridos nas residências dos investigados, enquanto os mandados somente de busca e apreensão estão sendo cumpridos nos escritórios dos investigados presos e ainda em um escritório de contabilidade.