Vida Urbana

Novo Fies abre 310 mil vagas com até juros zero para estudantes

Governo Federal anunciou nesta quinta-feira (6) as mudanças no programa de financiamento.




Rizemberg Felipe
Rizemberg Felipe
Pontos de corte de candidatos continuaram a existir no Novo Fies

O Novo Fundo de Financiamento Estudantil (Novo Fies) abre 310 mil vagas em suas três modalidades. A novo formato, apresentado nesta quinta-feira (6) pelo governo federal, oferta financiamentos com juros zero para estudantes com renda familiar per capita de até três salários mínimos, incidindo somente correção monetária.

Os estudantes cuja família possui uma renda per capita de menos de três salários mínimos podem concorrer a uma das 100 mil vagas pelo Fies 1. Modalidade de financiamento com juros zero, em que incide somente a correção monetária. Nesta modalidade o estudante paga uma parcela máxima de 10% de sua renda mensal.

Para a segunda modalidade do Fies serão abertas 150 mil vagas para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a juros de até 3% ao ano, mais correção monetária. E na terceira modalidade serão disponibilizadas 60 mil vagas a estudantes com renda familiar per capita de até cinco salários mínimos.

Em todas as modalidades do Fies é necessário que o candidato tenha a pontuação mínima de 450 pontos e nota de redação acima de zero no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Todas as vagas do Novo Fies serão disponibilizadas a partir de 2018.

O novo formato do programa de financiamento estudantil também traz mudanças para as universidades. De acordo com o ministro da Educação Mendonça Filho, as universidade serão responsáveis por bancar os custos com as taxas bancárias para os empréstimos, o que vai proporcionar uma economia de R$ 300 milhões para a União.


Ainda de acordo com Mendonça Filho, um fundo garantidor será criado para que as instituições de ensino contribuam para mitigar os riscos das operações. “Agora as instituições de ensino superior privadas serão sócias também da inadimplência, elas terão que zelar por cada real emprestado, e se por acaso a inadimplência aumentar, elas terão que aportar mais recursos no fundo garantidor”, disse.