Vida Urbana

Inquérito de acidente com cantora ainda não tem prazo de conclusão

Cantora morreu no dia 16 de junho em um acidente no Centro de Aracaju. 




O inquérito que investiga o acidente que matou a cantora paraibana Eliza Clívia ainda não tem prazo definindo para ser concluído, segundo a delegada Daniela Lima, da Delegacia Especial de Delitos de Trânsito e responsável pelo caso. De acordo com Daniela ainda não é possível ter uma análise do acidente, que ocorreu no dia 16 de junho, quando um ônibus bateu de frente com o carro da cantora no Centro de Aracaju

Uma perícia foi realizada ontem, quarta-feira (5), pela Polícia Civil e Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Aracaju no cruzamento onde ocorreu o acidente.

“Essa é uma perícia que vai usar uma metodologia que se utiliza da sobreposição de imagens para fazer o cálculo de velocidade dos veículos no momento da colisão”, disse Daniela Lima em entrevista ao G1. 

Os peritos utilizaram balizas para comparar, através da mesma câmara que flagrou o acidente, a imagem desta quarta-feira com a que foi divulgada no dia da colisão. Nesse processo pericial, as balizas servirão para o cálculo para estimar a velocidade do ônibus no momento do acidente.

Ainda conforme a delegada, dependendo da recuperação das vítimas que sobreviveram ao acidente, haverá uma coleta de depoimentos. Além dos dois sobrevientes, uma outra vítima que estava no veículo continua internada em estado grave. Além de Eliza Clívia, morreu no acidente o marido dela, o baterista Sérgio Ramos

“Não existe previsão para a conclusão das investigações, pois as vítimas moram em outros estados e estão se recuperando junto a suas famílias. Temos uma previsão de coleta de depoimentos para a próxima semana, mas isso depende da recuperação dessas testemunhas”, disse a delegada.

Eliza Clívia era de Livramento e começou sua carreira em Monteiro. Eliza tinha 37 anos e foi vocalista das bandas Cavaleiros do Forró, onde ficou por 10 anos e Cavalo de Aço. Em 2017 ela anunciou seu desligamento da banda e iniciou sua carreira solo, que tinha apenas quatro meses quando a cantora morreu no acidente.