Vida Urbana

UFCG só tem recursos até agosto para custeio e investimentos

Reitor de universidade lamenta cortes e pede R$ 40 milhões para concluir o ano. 




Divulgação/UFCG
Divulgação/UFCG
Reitor Vicemário Simões espera suplementação de verbas do MEC para manter universidade até o final do ano

A Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) não é a única instituição pública de ensino superior que enfrenta dificuldades financeiras. A Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) também clama por mais verbas. Os recursos orçamentários do Ministério da Educação destinados, em 2017, à UFCG para custeio e investimentos vão acabar em agosto. Para chegar até o final do ano, vão ser necessários mais R$ 40 milhões de suplementação. A revelação foi feita nesta terça-feira (4) pelo reitor Vicemário Simões. A folha de pessoal é paga diretamente pelo governo federal.

Em 2016, o MEC repassou cerca de R$ 79 milhões para custeio e investimento da UFCG. NO primeiro semestre, o repasse não chegou a R$ 40 milhões. A universidade tem sete campi, localizados nos seguintes municípios: Campina Grande, Patos, Sousa, Cajazeiras, Pombal, Cuité e Sumé.

Cortes

O reitor explica que as dificuldades financeiras das universidades federais são resultado da demora nos repasses do Ministério da Educação e do corte de 6,64% no orçamento de 2017 que, aliado à não correção pela inflação, representa mais de 20% a menos de recursos para as instituições de ensino superior.

“O corte no orçamento das universidades federais para o custeio e investimentos, bem como a não não correção dos valores pelo índice da inflação geram dificuldades. Os recursos não são suficientes para cobrir todas as despesas até o final do ano. Esperamos receber mais quarenta milhões de reais”, frisou Vicemário.

Teto dos Gastos

Como a emenda do teto de gastos fixou o orçamento de 2017 como paradigma para o próximo ano, em 2018 também não haverá incremento de recursos, somente correção da inflação do período, destacaou o reitor do Instituto Federal do Maranhão e presidente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Federal, Científica e Tecnológica, Roberto Brandão:

“ Nós vamos ter uma dificuldade muito grande porque, mesmo em 2018, 2019 e 20 20, qualquer que sejam os anos subsequentes, estaremos limitados ao executado em 2017, que está muito baixo”, lamentou. A cobrança já foi feita ao MEC.

MEC detalha

O Ministério da Educação explica que as universidades federais tinham orçamento previsto (LOA) de 2016 no valor de R$ 7,9 bilhões. Todavia, a programação orçamentária do governo anterior determinou um corte de 31%, correspondente a R$ 2,4 bilhões, limitando o orçamento real a R$ 5,5 bilhões.

De acordo com o MEC, foram restabelecidos R$ 4,7 bilhões do valor cortado. Quando assumiu, em maio do ano passado, o atual governo recompôs a programação orçamentária para as universidades federais em 15%, ampliando em R$ 1,2 bilhão a programação orçamentária.