Vida Urbana


Protestos contra Temer têm caminhada e ato político na Lagoa, em João Pessoa

Movimento fechou ruas do Centro da capital; Terminal de Integração amanheceu fechado.  




Walter Paparazzo
Walter Paparazzo
Manifestantes interditaram ruas do Centro de João Pessoa na manhã desta sexta-feira (30)

Os protestos contra o presidente Michel Temer e as reformas trabalhista e previdenciária interditaram, alguns pontos da capital paraibana. Os manifestantes participaram de passeatas e de atos no Centro da capital. De acordo com a Superintendência Executiva de Trânsito e Mobilidade Urbana (Semob) foram interditadas áreas no entorno da Lagoa do Parque Solon de Lucena, na avenida Visconde de Pelotas, também no Centro da Capital e também houve desvios na avenida Getúlio Vargas e João Machado.

As avenidas dos Tabajaras e Maximiano Figuieredo, no Centro de João Pessoa e o Trevo de Mangabeira também foi interditado, mas o trânsito já foi liberado nestes pontos. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que um bloqueio foi realizado no Km 123 da BR-101 em Caaporã nos dois sentidos. Por volta das 12h20 o bloqueio já havia sido desfeito, conforme a assessoria da PRF. Um ato político acontece na Lagoa do Parque Solon de Lucena, após a passeata. A Polícia Militar informou que não iria divulgar estimativas do número de participantes dos protestos. 

Início da manhã
O Terminal de Integração de passageiros do Varadouro, em João Pessoa, amanheceu fechado na manhã desta sexta-feira (30) por conta dos protestos convocados em todo o país contra as reformas trabalhista e da Previdência do presidente Michel Temer. O terminal ficou fechado entre 5h30 e 6h30 da manhã, segundo a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob), a medida foi adotada para evitar a entrada de manifestantes e protestos dentro do espaço de embarque e trânsito dos ônibus coletivos. O terminal foi liberado ainda no início da manhã e não há informações de novas interdições. 

Os manifestantes também fecharam algumas ruas do Centro da capital, interditando o trânsito local. A organização do protesto informou que pelo menos 300 pessoas participam da manifestação no início desta manhã. O protesto pede a saída de Michel Temer da presidência, contra as reformas trabalhista e previdenciária e foi convocado por nove centrais sindicais, Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Paraíba (Fetag) e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Em Campina Grande os ônibus voltaram a circular normalmente, após um bloqueio que foi realizado nos portões da garagem de uma das empresas de transportes coletivos da cidade. 

Decisão judicial
Em Campina Grande, o juiz Substituto da 1ª Vara do Trabalho, David Servio Coqueiro dos Santos, concedeu liminar à Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) garantindo o pleno funcionamento do comércio nesta sexta-feira (30).

A paralisação em Campina Grande foi convocada pelo Sindicato dos Empregados no Comércio de Campina, Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

De acordo com a decisão da Justiça, os manifestantes não poderão adentrar as dependências dos comerciantes, forçar o fechamento das portas dos comerciantes representados pela requerente, ameaçar e constranger os lojistas, clientes e trabalhadores do comércio, sobretudo, do centro da cidade, causar dano ao patrimônio da categoria econômica do comércio, fechar ruas e avenidas que não sejam as utilizadas para a realização do movimento e previamente informada as autoridades competentes, proibir, atrapalhar e/ou de qualquer outra forma inviabilize a circulação de ônibus na cidade.

Os organizadores do movimento terão que pagar multa no valor R$ 20 mil reais, por cada prática irregular constatada, ou seja, por cada ocasião em que se verificar o descumprimento das obrigações acima dispostas.

Sindicato recorre
O presidente do Sindicato dos Comerciários, José do Nascimento Coelho, disse que a entidade vai recorrer da decisão ao Tribunal Regional do Trabalho. Ele justificou que o direito à greve é garantido pela Constituição Federal. Coelho ainda argumenta que a greve geral é organizada por nove centrais sindicais e todas precisam ser notificadas pela Justiça.