Vida Urbana

Caso Rebeca: suspeito de cometer o crime pode ir a Júri em Setembro

Jovem foi estuprada e assassinada em 2011, o suspeito está preso.




Francisco França
Francisco França
Segundo a denúncia do Ministério Público há um terceiro envolvido no crime que ainda não foi identificado

O suspeito de estuprar e matar a jovem Rebeca Cristina pode ir a Júri Popular em Setembro deste ano. Em decisão proferida nesta segunda-feira (19), o juiz do 1º Tribunal do Júri da Comarca da Capital, Marcos William de Oliveira, pronunciou o réu Edvaldo Soares da Silva, 'Cabo Edvaldo', para julgamento pelo Tribunal de Juri pelos crimes de homicídio qualificado e estupro de menor de idade.

De acordo com a denúncia o 'Cabo Edvaldo' cometeu o crime, em 11 de julho de 2011, junto com outro indivíduo que até o momento não foi identificado. Rebeca, que era sua enteada, foi estuprada e assassinada e seu corpo foi encontrado sem vida na Mata de Jacarapé, em João Pessoa.

Na denúncia apresentada pelo Ministério Público (MPPB) há a alegação de que o crime foi motivado pelo perfil psicológico do réu e pelo fato de ter a vítima descoberto que o réu mantinha ligações homossexuais com um terceiro não identificado. A denúncia foi aceita pelo Justiça, que também determinou a prisão preventiva do suspeito em garantia da ordem pública e para assegurar a instrução criminal.

Após a pronuncia do suspeito, para o caso seja encaminhado ao Tribunal de Júri, o juiz Marcos William de Oliveira manteve a prisão do réu, por entender que não houve fato novo e que, no presente momento processual o réu apresenta conduta social voltada para a prática de outros delitos, de acordo com seus antecedentes criminais. O juiz levou em conta, ainda, o temor das testemunhas, e argumentou que, em liberdade, o réu pode atentar contra suas integridades físicas.

A defesa de 'Cabo Edvaldo' nega que o mesmo tenha praticado qualquer crime. O responsável pela defesa do suspeito, o advogado Gabriel de Lima Cirne afirma que ainda não foi notificado da decisão de pronuncia do réu, mas assim que for notificado vai apresentar um recurso à decisão. "Desde o início o Cabo Edvaldo nega de forma peremptória que praticou o crime e não há uma prova robusta para condená-lo", disse.

O juiz Marcos William de Oliveira afirmou que caso não houver recurso da decisão de pronúncia, o réu Edvaldo Soares, possivelmente será levado a Júri no mês de Setembro. O advogado de defesa, Gabriel Cirne, acredita que se o caso realmente for a Júri, o julgamento só deve ocorrer próximo ano. "Vamos ingressar com recurso, mas mesmo se o Cabo Edvaldo for a Júri, ele tem grande chance de ser absolvido", afirmou.

Relembre o caso

Rebeca Cristina tinha 15 anos quando foi abusada sexualmente e assassinada em 11 de julho de 2011, quando fazia o trajeto entre a casa da família e o colégio que estudava, em Mangabeira VIII, João Pessoa. A estudante tinha saído de casa às 7h para assistir aula no Colégio da Polícia Militar quando foi raptada. O corpo foi encontrado em uma matagal na Praia de Jacarapé, Litoral Sul.

O corpo da estudante foi encontrado com várias marcas de disparos de arma de fogo, em um matagal na Praia de Jacarapé, no Litoral Sul da Paraíba.