Vida Urbana

São João de Campina Grande divulga regras para comerciantes e visitantes

Medidas valem para artistas, comerciantes e também ao público que vai participar do evento no Parque do Povo.



A empresa organizadora d'O Maior São João do Mundo 2017, em Campina Grande, divulgou um conjunto de regras para a edição deste ano na festa. As medidas valem para artistas, comerciantes e também ao público que vai participar do evento no Parque do Povo.

Entre as normas estão horários para o fim da festa, organização de mesas e cadeiras, proibição de som independe nas barracas e algumas restrições com a entrada de bebidas. O evento acontece do dia 2 de junho ao dia 2 de julho.

No caso dos comerciantes, ficou decidido que apenas as bebidas determinadas pelo patrocinador do evento vão ser vendidas no Parque do Povo. Outra norma proíbe que os comerciantes instalem equipamentos de som independente. A organização do evento pretende instalar um sistema de som uniforme no Parque do Povo com uma rádio do evento.

Sobre os horários, os shows no palco principal terão acabar no máximo às 2h, 3h ou 3h30 dependo da quantidade de atrações em cada dia. Por conta disso, os comerciantes também vão ter que encerrar as atividades 30 minutos após o fim dos shows no palco principal, ou seja, 2h30, 3h30 ou 4h, dependo do dia. Ainda foi determinado que alguns comerciantes não vão poder colocar mesas e cadeiras na frente de seus estabelecimentos.

Já para os forrozeiros que vão visitar a festa, a empresa disse que é permitida a entrada de bebidas para consumo imediato, desde que sejam dos mesmos produtos comercializados dentro da festa. A restrição será apenas para a entrada de garrafas de vidro ou garrafas de 2 litros com líquidos escuros.

Comerciantes discordam

O presidente da Associação dos Comerciantes do Maior São João do Mundo, disse que os barraqueiros, Lucinei Cavalcanti, disse que entende e concorda com as medidas, mas alega que deveria haver mais flexibilidade em alguns pontos. “Essa obrigatoriedade de poder comprar apenas nas distribuidoras dentro do Parque do Povo pode prejudicar, pois não sabemos que o valor praticado vai ser o mesmo que encontramos no mercado. Alguns fornecedores permitem, por exemplo, a venda consignada. Se o comerciante não vender tudo, ele pode devolver o que sobre. Lá não vai ser permitido isso”, disse ele.

Lucinei também destacou uma preocupação com o prazo para fechamento das barracas. “A questão das barracas só poderem funcionar até 30 minutos após o fim do show é complicada. Pois, quando os forrozeiros saem da área do palco sempre buscam algo pra comer e acreditamos que 30 minutos é muito pouco”, disse o presidente.