Vida Urbana

Pacientes são roubados em posto de saúde e ainda ficam sem médico

Vítimas esperavam que a unidade abrisse nesta quinta-feira (16).




Reprodução/TV Cabo Branco
Reprodução/TV Cabo Branco
Assalto aconteceu na manhã desta quinta-feira (16)

Pacientes da Unidade de Saúde da Família (USF) do Bairro das Indústrias, em João Pessoa, passaram por uma situação difícil na manhã desta quinta-feira (16). Enquanto eles esperavam atendimento na fila, dois homens chegaram e fizeram um 'arrastão' na unidade. Após o assalto, as vítimas descobriram que não seriam atendidas porque não tinha médico no posto.

Segundo os pacientes, para garantir o atendimento, é preciso chegar muito cedo à unidade, que abre às 7h e só disponibiliza oito fichas por dia. Por isso, a fila se acumula na frente do prédio desde as primeiras horas da manhã. Uma das vítimas, identificada apenas como Maria, disse que levou um susto quando os assaltantes chegaram.

"Eu estava ali escorada e eles passaram direto pelo muro, xingando todo mundo. E gritaram: 'Passa o celular!'. Eu fiquei nervosa, disse que ia pegar no carro, e eles: 'Vá, sua miserável'. Fui pegar o celular, passei, eles pegaram o celular de todo mundo e foram embora", contou.

Ninguém ficou ferido. Ainda segundo Maria, um dos pacientes assaltados foi até o posto policial que fica perto da unidade de saúde. "Ele pegou a moto e foi lá. Quando chegou, disseram para ele ligar para o 190", afirmou.

Depois do assalto, as vítimas foram informadas de que o único médico que atua no posto não estava lá para atendê-las. Também foi dito que ele não irá no dia seguinte. A USF é responsável por todo o Bairro das Indústrias.
 
Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que a unidade possui duas equipes de Saúde da Família e que, no momento, apenas um médico está trabalhando no posto. O texto afirma também que a secretaria já está providenciando a contratação de outro médico. Ainda de acordo com a SMS, na hora do roubo, a médica estava em um curso, mas, como falta uma equipe, a orientação era que ela não se ausentasse.
 
Quanto ao número de fichas distribuídas, a secretaria disse que vai verificar com os profissionais da unidade e que a equipe deve sempre dialogar com a comunidade para que os pacientes cheguem no horário em que o PSF abre, às 7h. Já em relação à segurança, a SMS afirmou que a violência é um problema que afeta todo o país e que a prefeitura dá um suporte por meio da Guarda Municipal, que faz rondas na área.