Vida Urbana

Sitrans quer reajuste da passagem de ônibus em Campina Grande

Diretor do órgão diz que prefeitura deve R$ 5 milhões em valores que não foram subsidiados. 




Sindicato das Empresas de Transporte Público de Passageiros por Ônibus de Campina Grande (Sitrans), solicitou a realização de uma reunião para discutir o reajuste da tarifa de ônibus no município. De acordo com o diretor institucional do órgão, Anchieta Bernardino, o último levantamento técnico reajustou a tarifa em R$2,90, mas o prefeito, Romero Rodrigues, decretou apenas R$ 2,75. Por causa dessa redução, o Sitrans cobra uma dívida de cerca de R$ 5 milhões ao município. Bernardino afirmou que o valor da tarifa deve ser de, no mínimo, R$ 2,91.

Anchieta informou, ainda, que enviou um ofício para a Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP), no dia 9 de dezembro, pedindo que fosse realizada uma reunião com o Conselho Municipal de Transportes (COMUTP). No ofício, foram anexados documentos com informações sobre aumento de insumos, combustíveis e o reajuste dos funcionários que, segundo Bernardino, foi de 10% e acima da inflação. “Esse ofício traz todos os dados que comprovam que o equilíbrio financeiro caiu”, disse.

O diretor do Sitrans explicou que não existe uma proposta concreta de quanto seria o reajuste, já que esse cálculo é feito pelos técnicos da STTP. Mas adiantou que não há possibilidade da passagem ter um valor inferior a R$2,90 pois, segundo ele, houve uma decisão judicial assegurando essa tarifa há um ano. “O aumento na tarifa não significa que o passageiro vai pagar mais caro, pois esse valor pode ser subsidiado pela própria prefeitura, só não sei como. Em fevereiro do ano passado o prefeito desobedeceu um dado técnico e decretou o valor de R$ 2,75. Entramos na justiça para cobrar os R$ 0,15 e, desde então, a prefeitura nos deve um valor que ultrapassa os R$ 5 milhões", disse.

O superintendente da STTP, Félix Araújo Neto, disse que recebeu o ofício, mas ainda não há estudos técnicos que estabeleçam o valor da tarifa. Félix informou ainda que há uma especulação de que a passagem deveria ser reajustada para R$ 3,00, mas o órgão não confirma esse valor. “A posição da STTP é ponderada. Vamos analisar e estudar os números para que o usuário não seja prejudicado e que a reivindicação do Sitrans não seja desconsiderada”, explicou.

Anchieta Bernardino justificou o reajuste na tarifa dizendo também que houve uma perda de mais da metade de passageiros em pouco mais de 10 anos. “O poder público deixou os transportes irregulares invadirem as ruas de Campina Grande. Tivemos perdas de passageiros desde 2005 e também rodamos mais quilômetros. Em 2005 o percurso era de 950 mil km e hoje é 1 milhão 450 mil km no período contratual. Quanto maior o número de passageiros, menor é a tarifa”, finalizou.